Teve lugar hoje, pelas 21h00, a noite de encerramento do Festival de Cinema Queer Lisboa, tendo sido revelados os vencedores desta 16ª edição.
«Keep The Lights On», de Ira Sachs (ler critica), foi considerado o Melhor Filme pelo júri constituído por João Federici e João Rui Guerra da Mata. Segundo as palavras do júri, este prémio foi atribuído “Porque é possível olhar para o real sem tropeçar na facilidade do realismo social, Keep the Lights On usa o cuidado de uma direção de fotografia clássica e uma banda sonora que não é mero papel de parede para nos conduzir ao espaço de uma vida a dois, respirando verdade mas, ao mesmo tempo, uma ideia de construção de som e de imagem. E isso é cinema.”
O júri atribuiu ainda duas menções honrosas, ao filme «Beauty», realizado por Oliver Hermanus (ler critica), pelo seu “argumento poderoso, sendo que não é preciso mergulhar na África do Sul profunda para encontrar histórias de desejo e culpa”, e a «She Monkeys» , realizado por Lisa Aschan (ler critica), “pela invulgar força de uma primeira obra e um olhar que sugere um ponto de vista de autor.”
O prémio de melhor ator foi ex-aequo para Thure Lindhart, pela sua interpretação em «Keep the Lights On», de Ira Sachs e para Deon Lotz, pela sua interpretação da personagem François, em «Beauty», de Oliver Hermanus.
Claudia Ohana e Vanessa Giácomo
O prémio de melhor atriz foi ex-aequo para Claudia Ohana e Vanessa Giácomo, intérpretes, respectivamente, das personagens Dora e Amanda, no filme «A Novela das 8» , de Odilon Rocha (ler critica).
Já o júri da competição para o Melhor Documentário, composto por João Pedro Vale, Travis Jeppesen e Leonor Noivo, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Documentário ao filme «Jaurès», de Vincent Dieutre (ler critica). Segundo as palavras do trio, “Um filme que de forma eficaz demonstra como o plano pessoal também pode ser político, ao mesmo tempo que a sua construção formal exponencia as possibilidades do próprio género documental.”
«Jaurès»
Houve ainda espaço para uma menção especial a «Olhe Pra Mim de Novo», realizado por Claudia Priscila e Kiko Goifman.
O público do Queer Lisboa 16 premiou a ficção brasileira «A Novela das 8», de Odilon Rocha, como a melhor obra de ficção, enquanto «Vito», de Jeffrey Schwarz, foi considerado o melhor documentário, e «Ce N’Est Pas un Film de Cow-boys», de Benjamin Parent, a melhor curta-metragem (ler critica).
Já dentro das curtas, o júri da competição, composto por Paul Macgregor, Vítor d’Andrade e Isilda Sanches, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Curta-Metragem Internacional ao filme «Along the Road», realizado por Anette Gunnarsson e Jerry Carlsson. Segundo o júri, esta é uma “perspicaz impressão da solidão num só take”.
O Prémio Pixel Bunker de Melhor Curta-Metragem Nacional foi para o filme «Bankers», realizado por António da Silva.
O Queer Lisboa 16 encerrou assim com nota positiva esta edição, tendo exibido 91 filmes de 25 diferentes países, com um total de cerca de 7.500 espectadores contabilizados nas suas sessões de cinema que decorreram durante nove dias no Cinema São Jorge.

