«Arbitrage – A Fraude» inaugura Donostia Zinemaldia. «Blancanieves» mostra ser uma paródia gótica

(Fotos: Divulgação)
Richard Gere gere com charme um escândalo financeiro
 
 
Está em marcha a 60ª edição do mais importante festival de cinema espanhol, e um dos principais certames europeus.  E para esta comemoração de gala, o diretor geral Jose Luis Rebordinos geriu da melhor forma o orçamento de 7,5 milhões de euros para poder trazer a San Sebastian estrelas do calibre de Richard Gere e Susan Sarandon, em representação do filme de abertura “Arbitrage”, pertencente à Seleção Oficial. Mas outras estrelas de Hollywood irão desfilar na passadeira vermelha, como Dustin Hoffman, apresentando “Quartet”, a sua estreia na realização, e Oliver Stone, com “Selvagens”, ambos galardoados com prémios especiais do 60º aniversário. Já Tommy Lee Jones (“Terapia a Dois”), Ewan McGregor (“The Impossible”) e John Travolta (“Selvagens”) receberão os prémios Donostia.
 
{xtypo_rounded2}“Blancanieves”, de Pablo Berger
 
 

De olhos postos na competição para a Concha de Ouro, vimos já “Blancanieves”, do realizador local (Bilbao) Pablo Berger, autor do premiado “Torremolinos 73” (2003). É inegável que Berger sabe o que faz com a câmara nesta nova incursão ao universo do conto da Branca de Neve. Sem grande justificação, que não seja estética, para a opção de fazer um filme de época mudo, “Blancanieves” envereda por uma comédia fantástica, em que a atormentada jovem Carmen segue malfadado destino e afición do pai pelos touros, onde acaba por ser acompanhada por uma trupe de… sete anões toureiros. E, claro, assombrada pela madrasta (Maribel Verdú) que toma conta do pai remetido a uma cadeira de rodas após uma colhida em Sevilha, antes de Branca nascer. O resultado acaba por ser uma paródia gótica, ainda que com algum potencial popular, mas também algo requentada, dadas todas as recentes incursões de Hollywood. Quanto ao mudo, é inevitável não pensar em “Tabu”, o que acaba por não ajudar esta Branca de Neve.
 
 
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