16ª Edição do Queer Lisboa terá 13 filmes portugueses

(Fotos: Divulgação)

Portugal será o terceiro país com maior número de filmes na edição de 2012 do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, que ocorre entre 21 e 29 de setembro no Cinema São Jorge. De acordo com João Ferreira, diretor artístico do Festival, esta é uma prova do cada vez maior interesse dos realizadores nacionais pelo cinema queer. Como no ano passado, os Estados Unidos comparecem com o maior número de títulos (20), e o Brasil, país este ano homenageado, contribuí com 15. No todo, são 91 trabalhos abrangendo longas, curtas e documentários. Todos os filmes exibidos na sala Manoel de Oliveira serão legendados em português, algo que não ocorreu no ano passado.

Dez filmes concorrem ao prémio principal de longas-metragens. Além destes, júris com membros nacionais e estrangeiros distribuem galardões a Melhor Curta-Metragem e Melhor Curta-Metragem português. O público também vota no melhor nas três categorias. Vários realizadores, estrangeiros e nacionais, têm presença confirmada.

Em termos de programação, um dos pontos altos é o aclamadíssimo filme de abertura, o britânico “Weekend” (de Andrew Haigh), de 2011, premiado no Festival de Roterdão 2012 e cujo sucesso ultrapassou as fronteiras do cinema temático. O encerramento, por sua vez, fica por conta do canadiano “Cloudburst” (de Thom Fitzgerald), filme que coleciona prémios em eventos do género e conta com a oscarizada Olympia Dukakis no elenco.
 
Weekend 

Destaques também para obras que passaram por grandes festivais e receberam, de forma geral, aprovação de crítica e público. “Keep the Lights On”, de Ira Sachs, passou este ano por Sundance e, no Festival de Berlim, ganhou o Teddy Award (prémio dedicado a obras de temática queer). «Mosquita Y Mari» também andou por Park City e o sul-africano “Beauty”, de Oliver Hermanus, estreado na mostra “A Certain Regard” de Cannes 2011 – veio a ser posteriormente o candidato sul-africano ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro (não chegou à seleção final). Pelo meio vai ainda surgir “Without”, obra que passou por diversos festivais europeus com particular destaque para Turim, e o brilhante «She Monkeys», de Lisa Aschan . Nos documentários, uma menção especial para a biografia de James Dean (“The Joshua Tree, 1951: A Portrait of James Dean), algo polémica, que retrata os affairs homossexuais do mito hollywoodiano falecido em 1955, aos 24 anos.

A destacar ainda os workshops de Dança e Vídeo e de Análise e Crítica de Cinema.

Podem consultar o programa aqui:

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