Exclusivo: Paul Dano revela ao c7nema a intenção de passar à realização

(Fotos: Divulgação)
  
Sim, Paul Dano revelou em exclusivo, ao c7nema, que vai passar para trás das câmaras e que poderá até assinar o guião do seu projecto. E deixa entrever que poderá ser em parceria com a sua companheira Zoe Kazan. E revela ainda a experiência dos seus mais recentes filmes: «Being Flynn», «Looper» e «Twelve Years a Slave», de Steve McQueen. Ele que será o protagonista do drama «Night Moves», de Kelly Reichardt. 
 

Aos 28 anos, Paul Dano é já um das mais interessantes certezas da sua geração. Será até difícil encontrar um talento à sua dimensão. Por isso mesmo, durante a nossa saborosa entrevista no festival de Locarno, onde promovia a comédia romântica de sabor pessoal, «Uma Mulher de Sonho» (Ruby Sparks), assinado pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris, autores de «Little Miss Sunshine», em português «Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos», agendado para estrear a 9 de setembro. 

Não deixa de ser curioso notar que ambos os filmes se ‘apropriam’ de títulos de assinalável êxito comercial. Com a diferença de «Ruby Sparks» não ter Bo Derek. Mas a verdade é que conta com Zoe Kazan, a talentosa neta de Elia Kazan, ela própria autora do guião, escrito já a pensar no seu companheiro Paul Dano. Já se sabe. É o mito de Pigmaleão adaptado à realidade de um jovem escritor que vê o amor da sua vida saltar do papel para a realidade. Uma comedia refrescante, com alguns bons momentos, tanto de Paul como de Zoe, mas ainda com a saborosa surpresa de contar com a genial Annette Bening, no curtíssimo papel de mãe ecologista de Dano, e companheira de um hilariante António Banderas. Já candidatos ao casal mais divertido do ano.
 
 
 Paul Dano e  Zoe Kazan na apresentação de «Uma Mulher de Sonho» (Ruby Sparks) em Locarno 

Para além dos comentários ao filme (que guardamos para a altura da estreia), questionámos o ator sobre a possibilidade de passar para trás das câmaras. 

Quase como se esperasse a pergunta, o novaiorquino Dano não hesitou: “Sim vou realizar um filme, não há dúvida. Desejavelmente mais cedo do que tarde, mas quero esperar que esteja primeiro na página. Até poderá levar anos, não sei.” Sobre se será ele próprio a escrever ou se delegará essa função, acrescentou: “Qualquer uma das hipóteses é viável, ainda tenho a certeza”. E diante da sugestão de ser alguém próximo dele (Zoe?), não se escusou: “Não direi que não… Primeiro tenho de encontrar o tema. Como serão alguns anos da minha vida, tem de ser algo que me seja muito próximo”.

Passámos também em revista os últimos projectos de Paul Dano:

Mais uma Noite de Merda Nesta Cidade de Treta (Being Flynn), de Paul Weitz
 
 
Dano com Robert De Niro em «Being Flynn» 

Falou da experiência de ter o Robert De Niro como pai. “O De Niro é um dos maiores atores de sempre. Temos excelentes cenas juntos. Passámos dias inteiros a fazer apenas uma cena de cinco páginas. Apesar de ter interpretações muito duras, é uma pessoa muito amigável. É daqueles que dá um daqueles enorme abraço fraternal… Isto apesar das personagens não se darem lá muito bem.”

Twelve Years a Slave, de Steve McQueen

Depois de Shame, Steve McQueen não perdeu tempo e avançou logo para o seu projeto que tanto Steve como Michael Fassbender haviam comentado connosco o ano passado durante as nossas entrevistas em Veneza e San Sebastián. De novo, com Fassbender, mas também com Brad Pitt e o promissor Benedict Cumberbatch. A Dano caberá um papel mais secundário: “Já acabei o filme, apesar de continuarem ainda em filmagem. Foi óptimo ter a oportunidade de trabalhar com o Steve. Ele é fantástico, muito inspirador. No filme, sou um carpinteiro que trabalha numa plantação. Talvez não seja um tipo muito decente. É tudo o que lhe posso dizer por agora… Foi um desafio intenso, mas também divertido.” (diz a sorrir)

Looper
 
Dano com Joseph Gordon-Levitt em «Looper»

Acaba por ser uma concretização de um desejo de Paul Dano em participar num filme de ficção científica. Foi o escolhido para abrir o festival de Toronto. “Eu tenho apenas um pequeno papel neste filme do Rian Johnson (Os Irmãos Bloom, 2008) que era um realizador com quem há muito queria trabalhar. Acho que vai fazer bons filmes. Foi muito divertido.”

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