O filme “The Eclipse” arrecadou o Dox: Award, o principal do Festival do Documentário de Copenhaga (CPH:DOX), no passado fim de semana.
O documentário de Nataša Urban mapeia como um passado sombrio permanece incorporado no presente através de uma família na ex-Jugoslávia, viajando desde os massacres croatas a sérvios na Segunda Guerra Mundial até aos crimes de guerra praticados pelos sérvios nos anos 90 contra os bósnios e kosovares. “A realizadora ousa olhar no espelho de presente conturbado e lidar com os fantasmas de um passado sangrento, argumentando que a amnésia histórica é um fardo transportado por várias gerações”, disse o júri do certame sobre o vencedor.
Já na categoria F:ACT, o trunfo coube ao filme “Black Mambas“, de Lena Karbe, o qual acompanha um grupo de mulheres na África do Sul que protege uma reserva natural e luta contra os caçadores furtivos, numa sociedade onde libertação e o empoderamento das mulheres, além das eternas questões raciais, condicionam o seu dia a dia e vida. Nesta categoria, “The Territory“, de Alex Pritz, teve ainda uma palavra a dizer, arrecadando uma menção honrosa.
O Nordic: Dox Award foi para ‘The Last Human‘ de Ivalo Frank, uma homenagem à Gronelândia que explora como a vida na Terra começa e termina ali. “TSUMU-Where do you go with your dreams?” de Kasper Kiertzner recebeu a menção honrosa nesta secção.
Já o prémio “Next-Wave” foi para ”Kash Kash – Without Feathers We Can’t Live” de Lea Najjar (“Moosa Lane” de Anita Hopland recebeu a menção especial); “What About China” de Trinh Minh-ha levou o prémio New: Vision (“Congress of Idling Persons” de Bassem Saad recebeu menção especial); e “A House Made of Spinters“, de Simon Lereng Wilmont, venceu o prémio Politiken: DOX (a menção especial foi para “Mr Graversen” de Michael Graversen.

