“Brighton 4th” vence Red Sea Film Festival

(Fotos: Divulgação)

O drama “Brighton 4th”, sobre a devoção de um pai por um filho, numa viagem entre a Geórgia e os EUA, onde problemas como a adição ao jogo e as dívidas a agiotas ganham uma posição central, foi o vencedor da principal competição da edição inaugural do Red Sea Film Festival (6-15 dezembro).

É de certa maneira um filme nova-iorquino (…) estas histórias de imigrantes, quando cheguei à cidade, tive de procurar o que filmar. Encontrei este mundo de imigrantes que não estava assim tão acessível, devido à fragilidade da sua situação ilegal após a fuga para os EUA depois do desmantelamento da URSS. Quando encontras pessoas que foram para a América por desespero e sem conhecerem a língua, estando em situação ilegais, são criadas histórias. Fui viver para o sítio onde se sediaram e ouvi-os muito, Já fiz três filmes sobre esses imigrantes, curtas e documentários. (…) Em 2007, quando comecei a escrever, uma das histórias com que me cruzei foi com a de um pai que foi para a América para salvar o filho. A adição do filho eram drogas, mas como já tinha abordado a toxicodependência no meu primeiro filme, decidi mudar o grande problema do filme para o jogo.”, disse o realizador Levan Koguashvili ao C7nema no último Festival de Antália.

Noutros vencedores, o Prémio do Júri foi para “Hit The Road” de Panah Panahi. Assistente de realização nos últimos anos do seu próprio pai, Jafar Panahi, Panah estreou-se com um road movie pelas estradas iranianas a caminho da fronteira com a Turquia para mostrar uma família prestes a desfazer-se devido à imigração do filho mais velho. “Não sou uma pessoa de géneros, não conheço propriamente os seus códigos, mas era muito importante para mim do ponto de vista cinematográfico que as regras e códigos que respeito façam sentido para mim e para o meu filme“, disse-nos Panah Panahi em Cannes – em plena praia da Quinzena dos Realizadores, onde o seu filme teve estreia mundial. “Fiz uma pesquisa muito aprofundada sobre as rotas da emigração com a ajuda de amigos que me falaram sobre isso. Articulei isso com as minhas exigências cinematográficas, mantendo-me fiel ao percurso de uma família. Cada uma das etapas de passagem é baseada numa investigação muito precisa sobre o tema“.

Haider Rashid, pelo thrillerEuropa“, sobre um emigrante em fuga na fronteira da Bulgária, foi considerado o melhor realizador no certame saudita, enquanto na interpretação os prémios foram para Arawinda Kirana ( “Yuni“) e Adam Ali (“Europa“).

Uma nota final para as distinções entregues a “Rupture” de Hamzah K. Jamjoom (Melhor Filme Saudita) e “You Ressemble Me” de Dina Amer (Prémio do Público).

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