O filme “Diários de Otsoga“, de Maureen Fazendeiro e Miguel Gomes, passado numa propriedade em Sintra já em contexto de pandemia e com estreia mundial apontada para a Quinzena dos Realizadores de Cannes, vai ter a sua estreia nacional no Curtas Vila do Conde (16 e 25 de julho). Crista Alfaiate, Carloto Cotta e João Nunes Monteiro fazem parte do elenco e na sinopse lê-se: “Crista, Carloto e João constroem juntos um borboletário. Partilham o quotidiano na casa, dia após dia… Não são os únicos. “
É um regresso de Miguel Gomes ao certame, na secção da Da Curta à Longa, que integrará ainda a estreia em solo português do novo filme do brasileiro Helvécio Marins Jr.., “Lutar Lutar Lutar“, correalizado com Sérgio Borges, que narra a história do Clube Atlético Mineiro,
Outro destaques nas longas-metragens exibidas no certame, incluem a último filme de Quentin Dupieux, “Mandibules“, sobre dois amigos que encontram uma mosca gigante no porta-bagagens do seu carro.
A ter lugar entre os dias 16 e 25 de julho, o Curtas Vila do Conde volta a apostar forte nos espaços de cruzamento entre a sétima arte e a música. Alinhadas para secção Stereo deste ano estão as atuações da harpista espanhola Angélica Salvi, que musicará o filme “Shoes de Louis Weber“, e o coletivo liderado por Yaw Tembe, Chão Maior, que sobre ao palco do Teatro Municipal de Vila do Conde numa das raras apresentações ao vivo do seu mais recente trabalho e, em colaboração, com o realizador Igor Dimitri.
A programação do Stereo completa-se com a Competição de Vídeos Musicais que, este ano integra: “Lote B” de António Zambujo, realizado por Pedro Serrazina; “Theme Vision” de Bruno Pernadas, realizado pelo próprio e Jep Jorba; “Running in The Dark” de Moullinex ft. GPU Panic, realizado por Bruno Ferreira; “Magic” de Ghetthoven, realizado por Vasco Mendes; “Inatel” de David & Miguel, realizado por Francisco Lobo; “Incompatibilidades” de PZ, realizador por Alexandre Azinheira; “Escravo do Patrão” de Luta Livre, realizado por Cristina Viana; “cinco” de Pedro Augusto, realizado por Rafael Gonçalves; “Yipman” de Stereoboy, realizado por Luís Sobreiro; “Disuelta” de Lucrecia Dalt, realizado por Pedro Maia; “Passo 2” de Chão Maior, realizado por Igor Dimitri; “Stay In Bed” dos FUGLY, realizado por Hugo Amaral; “FP25” dos Sereias, realizado por Francisco Laranjeira; e “Fogo Fera“, de Vaiapraia, realizado por Eloísa Micaelo.
O Curtas 2021 decorrerá em Vila do Conde, estendendo-se simultaneamente a Lisboa e Porto e contemplando uma programação também no online. O programa final do festival será revelado no início de julho.

