“Um homem no limite” tem o condão de tentar agarrar o espetador em escassos minutos. Um homem entra num hotel, come uma refeição e sobe ao parapeito da janela. No entanto, o que aparenta ser inicialmente uma simples tentativa de suicídio poderá ter muito mais motivações envolvidas.
Com todo o circo montado, começamos a perceber mais sobre o tal homem no parapeito. Trata-se de Nick Cassidy (Sam Worthington) um polícia preso por um crime que não cometeu, e que espera agora conseguir provar a sua inocência por qualquer meio necessário.
O filme tenta desde logo criar um ambiente de suspense que suporte a conspiração por trás da prisão de Nick. No entanto, toda a história parece demasiado presa por arames para que o filme consiga vingar nos seus intentos.
O elenco, para além de Worthington, conta com Jamie Bell, Ed Harris, Elizabeth Banks e até Kyra Sedgwick Mas os desempenhos dos atores claramente em modo automático, e com personagens perfeitamente inócuos, em nada ajudam ao crescimento do filme.
Mesmo assim, o filme caminha para o esperado e emocionante climax, que chega com eficácia mas sem grandes surpresas. “Um Homem no Limite” é um filme que quase nada trás de novo, que se vê com algum interesse, mas que se esquece com igual facilidade.
O Melhor: os últimos cinco minutos
O Pior: Toda a história parece tão cambaleante como o homem no parapeito.
| Carla Calheiros |

