«Safe House» (Detenção de Risco) por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

Tentando recuperar o espírito da saga Bourne sobre os agentes que não podem confiar nas suas agências, chega “Detenção de Risco”. O filme começa na Cidade do Cabo, na África do Sul, e segue Tobin Frost, um antigo operacional da CIA que traiu a organização e vende informações a nações inimigas há nove anos. No entanto, e após uma complexa troca de informações com um operacional da MI6, Frost é perseguido e acaba por se entregar no Consulado Americano. 

É então transportado para uma suposta “casa segura”, local guardado por operacionais da agência e onde a CIA pode operar livremente. Mas antes que o “traidor” seja interrogado, a casa é invadida por um comando desconhecido, e todos são atacados escapando apenas Frost e Matt Weston (Ryan Reynolds), o suposto guardião da casa. 

Confusos? Bem, digamos que inicialmente “Detenção de Risco” começa a tecer tantas teias, e sempre sem grandes explicações, que ficamos meio desorientados no meio de tanta espionagem e contra espionagem. No entanto, e numa análise mais simplista do argumento, “Detenção de Risco” é um daqueles filmes do subgénero “não confies em ninguém”. 

Sem nunca aprofundar muito os seus personagens, o filme acaba por não dar grande margem ao elenco de secundários onde estão nomes como Sam Shephard, Vera Farmiga, Brendan Gleeson e Robert Patrick (numa curtíssima participação). Por isso, o peso acaba por recair sobre Reynolds e Washington, que acabam por cumprir bem os seus papéis. 

E se, de uma forma geral algumas falhas estruturais impedem “Detenção de Risco” de ser um filme melhor, a verdade é que os fãs dos filmes do género vão delirar com a realização frenética (até demasiado), e com as constantes sequências de ação.  

O Melhor: Denzel Washington é convincente como sempre.
O Pior: Há momentos tão frenéticos que roçam o cansativo. 
 
 
 Carla Calheiros
 

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