“Attenberg” está longe de ser um filme comum. Primeiro estranha-se e gostaria dizer que depois se entranha, mas não. Tipicamente europeu na forma como está filmado, com longos planos parados e a câmara a procurar os rostos dos protagonistas.
Este filme assinado pela grega Athina Rachel Tsangari segue a história de Marina, uma jovem fortemente marcada pela aversão ao contato físico e aparentemente social. Marina tem 23 anos, mas aparenta ter ainda menos idade, e convive quase em exclusivo com a amiga Bella, uma jovem bastante leviana, e com o pai que está a morrer de cancro.
Ao mesmo tempo que experiência os últimos dias do pai, Marina começa a descobrir a sexualidade. Inserido nos filmes no estilo de filmes “coming-of-age”, “Attenberg” oscila entre momentos de brilhantismo sob o cenário da solarenga Grécia, e outro de algum experimentalismo, que pecam por serem demasiado mornos para representarem um movimento de rutura.
Mesmo assim, para apreciadores de cinema europeu, e pela raridade de ter um filme grego em salas nacionais, vale a pena espreitar “Attenberg”.
O Melhor: Ariane Labed no papel de Marina.
O Pior: Tende a tornar o seu próprio drama morno.
| Carla Calheiros |

