As famílias disfuncionais têm sido uma das temáticas mais queridas ao cinema nos últimos anos. E a verdade é que dentro deste âmbito temos tido filmes excelentes, filmes medíocres e outros que são assim-assim. É nesta categoria dos filmes assim-assim que podemos inserir “O idiota do nosso irmão”.
O filme acompanha Ned, um hippie boa onda que é preso por vender marijuana a um polícia fardado. Saído da prisão, e sem ter onde ficar após ter perdido a namorada e o seu amado cão (apelidado de Willie Nelson), Ned acaba por recorrer às sua mãe e três irmãs para que o acolham.
As personagens femininas, nomeadamente as irmãs, estão perfeitamente estereotipadas: temos a irmã meio perdida no rumo da vida e que agora é lésbica, a mãe de família e a “cabra” que só pensa na própria carreira. Claro que Ned na sua inocência de dizer sempre a verdade, mesmo quando isto vai contra quaisquer protocolos sociais, acaba por gerar o caos na vida das suas irmãs.
Por isso mesmo, e numa avaliação geral, “O idiota do nosso irmão” é uma amálgama de situações, sem uma história definida, que acaba por parecer mais uma colagem de episódios de uma “sitcom” do que um filme. E embora desta vez Paul Rudd tenha sido rodeado de um respeitável e esforçado elenco, com Elizabeth Banks, Zooey Deschanel, Emily Mortimer e Steve Coogan, a verdade é que a falta de carisma e pinga de piada do ator não ajudam nada.
Aliás, arriscar-me-ia a dizer, sem tentar resvalar para o ódio de estimação por Rudd, que até o cão Willie Nelson consegue uma performance mais carismática.
Assim sendo, termino por onde comecei, “O idiota do nosso irmão” é um filme assim-assim, e onde não há qualquer problema em vê-lo, mas sem esperar muito mais.
O Melhor: Steve Coogan
O Pior: Querer parecer mais do que realmente é.
| Carla Calheiros |

