Sempre que o cinema se farta de combater novas ameaças, Hollywood pode sempre recorrer a um adversário credível e cujo combate tende a agradar ao público: os Russos. Aqui estamos perante a perseguição de um assassino russo dos tempos da guerra-fria. O homem, conhecido por “Cassius”, estava inativo há tempos, mas agora apareceu um senador morto com o seu “modus operandi”, e a caça recomeça.
O filme acompanha Paul Shepherdson (Richard Gere), um agente da CIA reformado que perseguiu “Cassius” durante alguns anos. Assim sendo, Sheperdson começa a trabalhar em equipa com Ben Geary (Topher Grace), um jovem e ambicioso agente do FBI, também ele especialista nas atividades de “Cassius”.
Um dos mais graves problemas de “O Espião Fantasma” é revelar muito e demasiado cedo, por mais dolorosamente previsível que estas revelações possam ser. O filme perde não só algum fulgor, como grande parte do seu interesse. O fato de grande parte das descobertas que os agentes fazem parecerem completamente ao acaso também não ajuda nada, à credibilização da sua investigação. Lá mais para o final há ainda mais algumas revelações sobre as personagens mas nada que deixe ninguém particularmente de queixo caído.
O filme marca a estreia do argumentista Michael Brandt na realização, embora também assine o argumento. A acumulação de funções parece não ter ajudado Brandt, que aqui nos apresenta um argumento com alguns problemas, nomeadamente de credibilidade e que em nada abonam a favor do filme.
Por isso mesmo “O Espião Fantasma” é um mero filme domingueiro, que se vê com algum agrado e interesse, mas sem grandes expectativas.
O Melhor: A tentativa de construir, pelo menos inicialmente, algo interessante.
O Pior: As interpretações das cenas dramáticas deixam a desejar.
| Carla Calheiros |

