«Hjem til jul» (Uma Casa para o Natal) por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
Longe de ser uma enxurrada de amor pastiche como «New Year’s Eve» (Ano Novo, Vida Nova) ou um cataclismo de disfunções e perversões como «Nothing All Bad», esta proposta natalícia de Bent Hammer acompanha uma série de pessoas na noite de natal numa pequena vila norueguesa.
Como tal, seguimos num só dia e noite as diversas formas de lidar com a consoada, quer não se festeje sequer, quer se siga à letra a história do pai natal e se entre em casa vestido dele para entregar prendas aos filhos que se está proibido de ver. E sim claro, há muitas histórias individuais para contar, quer seja através de mulheres amantizadas que acreditam que um dia o seu parceiro não oficial abandone a esposa, ou um casal de emigrantes do Kosovo em que a mulher vai dar à luz, ou até meros mendigos. No fundo, todas estas personagens visitam lugares comuns no cinema, sendo o natal a desculpa usada para as focar. O mais triste é que nenhuma desses contos realmente se destaca das demais e até ficamos com a sensação que o próprio realizador desistiu de dar alguma vida a algumas dessas micro histórias pelo caminho. Assim, o filme de Bent Hammer cumpre os mínimos para ter algum interesse em ser visto, com alguns momentos de sensibilidade e humor, mas é uma proposta tão conformada e pouco ousada que nos fica a sensação de ser apenas mais um filme em tempo de natal…
O Melhor: Alguns momentos de sensibilidade e humor
O Pior:  É um projecto pouco ousado e já muito visto em cinema
 
 
 Jorge Pereira
 

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