«Trespass» (Transgressão) por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

Joel Schumacher é um dos mais versáteis realizadores de Hollywood. Da sua filmografia fazem parte diversos géneros, desde o terror, à acção, passando pelos dramas românticos, e até uma perninha nos musicais com “The Phantom of the Opera” (O Fantasma da Ópera). No entanto, a polivalência não tem sido uma boa companheira para o realizador, conhecido por uma carreira com alguns altos, e muitíssimos baixos, entre os quais o inqualificável “Batman and Robin” – que quase assassinou a saga cinematográfica do homem morcego.
 
No entanto, devemos dar pelo menos uma espreitadela a um thriller com a assinatura de Schumacher, o cineasta que nos trouxe “Phone Booth” (Cabine Telefónica) um thriller simples, directo e absolutamente de cortar à faca. Por isso, foi com expectativas contidas mas esperançosas que embarquei em “Trespass” (Transgressão).
 
A encabeçar o elenco estão Nicole Kidman e Nicolas Cage, dois actores que reinaram em Hollywood mas que recentemente têm estado afastados dos seus melhores dias. No entanto, são nomes que puxam um filme por si só. Em “Trespass” eles são os Miller, um casal em aparente crise matrimonial, com uma filha adolescente rebelde,  que vêem a sua casa ser invadida por um grupo de ladrões em busca de diamantes.
 
No entanto, e em vez de se renderem, os Miller – sobretudo Kyle (Cage) – começam uma intensa negociação com o líder dos meliantes. A partir daqui, no jogo de gato e rato, bandidos e vítimas vão tendo a vantagem e a desvantagem no jogo, ao passo que as pequenas revelações começam a acontecer.
 
Sem o mais original dos argumentos, “Trespass” consegue alguns momentos de tensão, mas não consegue realmente ter o momento de ruptura em que ficamos pura e simplesmente de queixo caído.
Schumacher cumpre na realização, e os actores de qualidade inegável tentam dar o melhor com o material de que dispõem. Destaque aqui para a jovem Liana Liberato, que depois do desempenho em “Trust” demonstra que é das jovens actrizes a ter em conta.
Concluindo, “Trespass” é um thriller não muito ambicioso mas que acaba por ter uma visualização agradável, no entanto quando termina dificilmente voltaremos a pensar nele. 
 
O Melhor: Liana Liberato.
O Pior: A sensação de que faltou um ingrediente na história.
 
 
 Carla Calheiros
 

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