«Real Steel» (Puro Aço) por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)
E se alguém se lembrar de cruzar “Rocky” e “Transformers”? É aproveitando esta premissa que surge “Puro Aço”. Apostado em abraçar uma ampla fatia de público, “Puro Aço” é uma fábula familiar sobre um pai ausente, que reencontra o filho com 11 anos de idade, temperada com robôs, algum drama e acção q.b.
 
Estamos em 2020, e o boxe entre seres humanos acabou. Hoje em dia são as máquinas que lutam entre si e Charlie Kenton, interpretado por Hugh Jackman, que foi outrora um lutador, treina robôs com poucos atributos, correndo o país em demonstrações. É num desses espectáculos que recebe a notícia de que uma ex-namorada, de quem tem um filho, morreu e que ele tem o direito à guarda da criança, Max (Dakota Goyo).
 
Sem propensão para a paternidade, Charlie acaba por fazer um acordo (monetário) de custódia com os tios do miúdo, ficando apenas um Verão com ele enquanto o casal viaja pela Itália para depois o entregar de vez. Juntos, pai e filho tomam a estrada e… bom não vale a pena dizer muito mais.
 
É certo que “Puro Aço” é possivelmente o mais “pastoso” e tonto blockbuster deste ano. No entanto, e embora assente em todos os clichés imagináveis do género, a fita cumpre o seu propósito e não deixa de ser uma experiência simpática e bem conseguida. O filme não descura os pormenores técnicos, que conseguem empolgar e emocionar, e para os mais devotos fãs de “Lost- Perdidos” há ainda a mais valia de permitir rever Evangeline Lilly (a Kate na série).
 
No lado positivo tem ainda como mérito o facto de abraçar uma audiência ampla, onde se incluem os pré-adolescentes, demasiado crescidos para animação e ainda sem interesse em material mais juvenil. Um filme a ter em conta para um programa familiar.
 
 
O Melhor: Tão previsivelmente delicioso quanto o sorriso que nos deixa no rosto.
 
O Pior: O pequeno Max caminha numa linha ténue entre o adorável e o irritante.
 
 
 Carla Calheiros
 

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