Ally Darling (Anna Faris) é uma jovem que quase entra em depressão quando lê numa revista que as mulheres com mais de 20 parceiros sexuais têm uma grande probabilidade de ficarem sem par para o resto das suas vidas. Assustada com esta «ciência» (ou culto do destino made in imprensa cor-de-rosa) e pressionada pelo casamento da irmã mais nova, Ally – que já teve 19 parceiros sexuais – decide fazer uma lista com os amantes, pois nela certamente estará aquele como quem vai passar o resto da sua vida.
Com um pressuposto destes ninguém pode dizer que vai enganado a ver o filme. O conceito é derradeiramente patético, mas estranhamente comum na mulher cosmopolita norte-americana que se aproxima dos trinta anos e que sente a pressão social de que tem de casar, custe o que custar. A única variação a um enredo desta linha teria de ser conseguida pelos actores principais, Anna Faris e Chris Evans (Capitão América), e com boas performances dos secundários (quase nulos neste filme). Porém é no protagonismo que as coisas começam tortas, pois o duo de actores passa mais tempo a mostrar o seu corpo do que a ter diálogos minimamente interessantes. É isto entretenimento? Não. Se inicialmente ainda esboçamos um sorriso quando as personagens são apresentadas, a partir de certo ponto acaba tudo por ser extremamente redundante, havendo mesmo aquela patética obrigação sistemática nas comédias românticas em forçar o afastamento dos apaixonados para os voltar a reunir no fim (com toda a pompa e circunstância). Uma nota ainda para o tom profundamente superficial de toda a obra, o que não é de estranhar não fosse estaum sub-produto do género de filmes cosmopolitas da Costa leste, como os que Sarah Jessica Parker costuma visitar.
A evitar
O Melhor: Anna Faris a despachar as conquistas de Chris Evans
O Pior: Não tem uma única ideia original
| Jorge Pereira |

