«Colombiana» por Pedro Quedas

(Fotos: Divulgação)
Um herói carismático, um vilão imponente, boas cenas de acção e uma boa dose de humor. São estes os ingredientes essenciais para qualquer bom filme de acção. Realizado por Olivier Megaton e produzido por Luc Besson, “Colombiana” é o tipo de filme que nos faz perceber o quão importante o último ingrediente é.
No que diz respeito ao herói, neste caso uma anti-heroína, Zoe Saldaña (“Avatar”) mais que cumpre no papel de Cataleya Restrepo, uma assassina profissional decidida a vingar a morte dos seus pais. Nada de especialmente original aqui, mas a felina actriz consegue a difícil tarefa de cativar a nossa atenção durante todo o filme. Vamos não considerar batota que o faça com a ajuda de um guarda-roupa bastante reduzido.
Depois, acumulam-se os defeitos. Os vilões são perfeitamente banais e não merecem mais que uma frase para descrever o seu contributo para o filme.As cenas de acção são eficientes q.b. mas não trazem nada de novo ao género. O filme conta também com os tradicionais arquétipos do interesse amoroso e o polícia determinado à caça da protagonista mas faz pouco ou nada com eles.
{xtypo_quote_left}Se o objectivo era fazer um bom pedaço de entretenimento pipoqueiro, então é imperdoável esquecerem-se do humor. {/xtypo_quote_left}E aqui reside o grande problema de “Colombiana”: depois de começar o filme de forma prometedora, com um prólogo arrojado de quase 30 minutos que estabelece as motivações de Cataleya, o realizador nunca consegue mostrar que tipo de filme quer fazer.
Porque se o objectivo era fazer uma obra dura e musculada sobre traumas pessoais e vingança, as bem concretizadas mas demasiado espalhafatosas sequências de acção anulam qualquer intenção de seriedade.Se o objectivo era fazer um bom pedaço de entretenimento pipoqueiro, então é imperdoável esquecerem-se do humor. “Colombiana” é um filme profundamente maldisposto e soturno.
Não há grande lugar para subtilezas num ‘blockbuster’ de acção. Uma colher de comédia ajuda a desligar o cérebro para apreciar a sua gloriosa idiotice. E quando se mata o vilão, fica sempre bem dizer “Yippee-ki-yay”.
O Melhor: Zoe Saldaña e os primeiros 30 minutos
O Pior: A total falta de humor ao longo de todo o filme
 
 
 Pedro Quedas
 

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