«Conan The Barbarian» (Conan – O Bárbaro) por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
Não. «Conan – O Bárbaro» não é o pior filme do ano, mas isso não significa forçosamente que esteja perto de ser um bom filme ou um bom entretenimento. Na realidade, «Conan – O Bárbaro» tem como pecado aquilo que um filme de acção pipoca nunca pode ser: é entediante quando devia ser entusiasmante.
Confesso que nunca fui um fascinado pelo universo criado por Robert E. Howard. Em 1982 fui ao cinema ver a versão com Arnold Schwarzenegger, não retendo grandes memórias da experiência, o que significa que foi mais uma daquelas fitas que vi e esqueci. Recentemente revi o filme, e sinceramente acho que é daquelas fitas que virou Kitch por ser dos anos 80 e esta década estar na moda, nada mais. 
Já a versão 2011 até nem começa mal, ainda que seja completamente formulática e repleta de tiques do género. Marcus Nispel, do fraco «Pathfinder», volta a carregar a direcção de um «remake», ainda que se insista que no fundo ele não é. E se compararmos a obra de 2011 à de 1982 é fácil entender que esta é mais elaborada, mais gigantesca, mas igualmente mal actuada. Isso nem é dramático, pois o grande ponto negativo do filme é ter uma história tão fraca e aborrecida num Universo tão amplo.
{xtypo_quote_left} «Conan – O Bárbaro» tem como pecado aquilo que um filme de acção pipoca nunca pode ser: é entediante quando devia ser entusiasmante {/xtypo_quote_left}Assim assistimos a Conan a tentar vingar o pai que morreu por culpa de um cruel guerreiro. É nessa demanda que ele toma consciência que há diversos passos a seguir e vilões para lutar. Claro está que também há uma donzela em perigo e Conan está lá para a ajudar.
O resto já se sabe. Gigantescas lutas, um número assustador de extras, criaturas paranormais e algumas mulheres nuas. Nada demais, não fosse esta uma obra americana que apesar da sua classificação quis manter um certo appeal para adolescentes.
Com um orçamento de 90 milhões, «Conan – O Bárbaro» têm-se revelado um fiasco no que torna ao retorno do investimento. Já o seu conteúdo não é assim tão mau, mas extremamente básico.  Mas deste tipo de fitas está Hollywood cheia.
O Melhor: O início
O Pior: As derradeiras batalhas são entediantes e o 3D é nulo
 
 
Jorge Pereira
 

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