A Valentim de Carvalho Multimédia tem apostado nas comédias de costumes, e pouco tempo depois de trazer até nós «Nada a Declarar» eis que apresenta nas salas nacionais este «Bem-Vindo ao Sul», um remake de um dos maiores sucessos do cinema francês denominado «Bem-Vindo ao Norte». Em comum todas estas obras têm o nome de Dany Boon, que ora serviu de realizador para «Nada a Declarar» e «Bem-Vindo ao Norte», ora como produtor neste «Bem-Vindo ao Sul».
Alberto Colombo (Claudio Bisio) é o director de uma estação de correios. Pressionado pela esposa, Sílvia (Angela Finocchiaro), ele pede transferência para Milão e tenta de tudo para conseguir os seus intentos. Quando finalmente consegue, descobrimos (nós e a Central dos Correios) que Alberto mentiu no seu pedido de transferência, afirmando ser portador de uma deficiência motora, pois achava que isso o ajudaria. Castigado pelos serviços centrais, o homem é obrigado a ir trabalhar para uma localidade a sul de Nápoles, o que para ele é impensável.
Começam então a surgir todos os preconceitos contra o novo local, havendo mesmo uma comparação bizarra do local ao Kosovo. Mas nem tudo o que se diz é verdadeiro, e Alberto vai descobrir que encontrou o sítio ideal para viver, pelo menos até que a sua esposa decida lhe fazer companhia.
{xtypo_quote_left}«Bem-Vindo ao Sul» acaba por ser uma lufada de ar fresco, ainda que a sua fórmula seja apenas o resultado de pura reciclagem {/xtypo_quote_left}O filme, tal como o original, brinca muito com as discrepâncias, rivalidades e preconceitos típicos entre as várias zonas do mesmo país, sendo particularmente curioso por focar a visão que se tem do Sul de Itália. A partir daqui o filme prossegue com um conjunto de situações quase em forma de sketch humuristico, levando o espectador frequentemente às gargalhadas, ainda que com muito menos força pela ausência de surpresas caso tenham visto o filme original.
Mas mesmo nesse caso o filme é um bom entretenimento – e num Verão repleto de adaptações de banda-desenhadas, extra-terrestres e comédias românticas tipificadas, este «Bem-Vindo ao Sul» acaba por ser uma lufada de ar fresco, ainda que a sua fórmula seja apenas o resultado de pura reciclagem.
A ver e rir…
O Melhor: A chegada de Silvia à localidade a sul de Nápoles
O Pior: Quem viu o filme original perde algum efeito surpresa
| Jorge Pereira |

