«Blitz» por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Qualquer pessoa que nos últimos dias tenha acompanhado os motins em Londres certamente saberia que a forma ideal de conter os actos marginais era se estivessem espalhados pela capital inglesa meia dúzia de “Jasons Statham”. É que o início do filme mostra isso mesmo, um implacável «Dirty Harry» britânico que confronta os «Hoodies» e ainda solta a sua própria punchline com todo o estilo.
«Blitz» é muito isto. Um filme duro, conservador e que aposta num ambiente característico do cinema americano dos anos 70, onde Clint Eastwood e Charles Bronson lutavam com todas as armas que tinham contra os criminosos e marginais.
 
 Baseado num dos célebres romances policiais de Ken Bruen, «Blitz» segue um grupo de agentes da lei que tem de lidar contra um verdadeiro assassino de policias. Pelo meio vem à baila a influencias dos tablóides e claro, os problemas que os agentes têm de lidar contra os criminosos. 
No filme Jason Statham é um policia duro, daqueles que abusa sistematicamente na forma como procura os seus criminosos. Ao seu lado agora surge um detective (Paddy Considine), aparentemente menos cru e violento nos meios para atingir os fins. Ambos terão de unir esforços para travar o terrível assassino.
O resto é o costume das obras de Statham. Muita acção, pancadaria e alguns sub-plots de certa maneira desajustados nos eventos (a agente com problema de dependências), mas que não retiram força no geral. No fundo, não há nada de novo. É Jason Statham a fazer de Jason Statham. É Paddy Considine a dar algum balanço mais cerebral ao cariz mais mecânico e impulsivo da personagem principal. É um vilão detestável que se aproveita ao máximo da lei e de a contornar. Tudo isto é simples. Tudo isto é básico e previsível, mas tudo isto entretém. E se Statham sabe perfeitamente que as suas obras nunca serão candidatas a Óscares, ele também sabe do que o público gosta e oferece isso em todos os seus projectos.
Como tal, e na essência, só há uma coisa a dizer. Se gostam em geral,dos filmes de Statham então não percam tempo e vão ver este «Blitz». Se não são fãs, então não ganham, particularmente, nada nesta experiência.
O Melhor – Statham em modo Statham
O Pior – A personagem de Paddy Considine podia – e merecia – mais destaque
 
 
Jorge Pereira
 

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