«Leap Year» (Tinhas Mesmo De Ser Tu) por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)
As comédias românticas, mais ou menos lamechas, continuam a ter o seu espaço no panorama cinematográfico. No entanto, grande parte delas urge por trazer algo de refrescante e divertido sob pena de exterminarem por completo o género. Este “Tinhas mesmo que ser tu” padece exactamente deste mal, afundado em clichés, demasiado banal e previsível, e sem qualquer ideia refrescante no seu todo.
 
No filme seguimos Hanna (Amy Adams), uma jovem bem sucedida profissionalmente que encontrou a casa dos seus sonhos e que tem em Jeremy (Adam Scott) o namorado que “qualquer” mulher deseja. Há apenas um problema, o facto de Jeremy nunca mais se decidir em pedi-la em casamento.
 
Quando descobre a tradição irlandesa de que a 29 de Fevereiro as mulheres “podem” pedir os homens em casamento, sem que estes possam recusar, Hanna aproveita o facto de Jeremy estar em Dublin para o surpreender com a pergunta. No entanto, ao embarcar para a Irlanda depara-se com uma tremenda tempestade que a leva à Irlanda profunda. É lá que conhece Declan (Matthew Goode), um “chef” um pouco sarcástico que se torna no seu improvável guia na atribulada viagem até Dublin.
 
{xtypo_quote_left}Muitas comédias românticas tornam-se pequenos “guilty pleasures” por vezes inconfessáveis. No entanto, este “Tinha mesmo de ser tu” poderá ser apenas um “guilty” pois de “pleasure” pouco tem. {/xtypo_quote_left}O realizador Anand Tucker usa em seu proveito e da obra, as belas paisagens da Irlanda profunda como mais uma dos personagens do filme, esse é sem dúvida o ponto mais positivo do filme. No extremo oposto está o facto de desaproveitar alguns secundários bem mais interessantes que os seus personagens principais.
 
Pior que isso, e mais gritante numa obra desta natureza, é a completa falta de química entre Adams e Goode, que nada ajuda a criar empatia com o filme. Assim sendo, este “Tinha mesmo que ser tu” é claramente um filme mais dedicado ao público feminino. Muitas comédias românticas tornam-se pequenos “guilty pleasures” por vezes inconfessáveis. No entanto, este “Tinha mesmo de ser tu” poderá ser apenas um “guilty” pois de “pleasure” pouco tem.
 
O Melhor: As paisagens da Irlanda profunda.
 
O Pior: Demasiados clichés para trazer algo novo.
 
 
 Carla Calheiros
 

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