Todos os caminhos podem ir dar a Roma, mas nos últimos tempos (quase) todas as adaptações ao cinema de bandas-desenhadas da Marvel vão inevitavelmente dar a «The Avengers» (Os Vingadores).
Capitão América foi o maior herói de uma onda de super-heróis surgidos sob a bandeira do patriotismo norte-americano, introduzido no mercado como uma verdadeira arma de propaganda contra o perigo que o III Reich representava. Isso mesmo se denota no DNA da história. O espírito da terra da liberdade e dos sonhos repleta de oportunidades, e a velha máxima do «contra todas as expectativas, ele consegue» está muito presente.
Steve Rogers é um rapaz franzino e repleto de problemas de saúde. Ainda assim o seu maior desejo é ser considerado apto nas inspecções militares para lutar pelo seu país. Os seus objectivos são genuínos, a sua coragem tremenda. E apesar de não conseguir ter as aptidões físicas perfeitas, há algo nele que inspira coragem.
Disposto a tudo, ele aceita participar num programa experimental que o irá tornar no Super Soldado conhecido como Capitão América. Agora, Rogers irá unir esforços com Bucky Barnes (Sebastian Stan) e Peggy Carter (Hayley Atwell) para entrar em guerra contra a organização maléfica HYDRA, liderada pelo vilão Caveira Vermelha (Hugo Weaving).
{xtypo_quote_left}s a história desta personagem e o seu passado nos comics merecia muito mais que um filme assim, a cumprir nos serviços mínimos {/xtypo_quote_left}A partir daqui a acção (a sério) começa e o elemento mais curioso do filme, a transformação da personagem desvanece. Surge então um filme banal de super-heróis. Herói contra vilão, super poderes com fartura, gadgets, melodramas básicos, sacrifícios, responsabilidades e a História mundial distorcida a belo prazer para produzir entretenimento.
Tudo isto podia ter real piada ou fascínio, como outro vingador teve na sua versão cinematográfica. E não estou a falar de «Thor», mas sim de «Iron Man». Talvez o objectivo mesmo fosse dar ao «Capitão América» uma razão para estar em «Os Vingadores», mas a história desta personagem e o seu passado nos comics merecia muito mais que um filme assim, a cumprir nos serviços mínimos (bons efeitos visuais e sonoros). E quando assim é, então só resta dizer que ficámos longe do desejado.
O Melhor: O início e a fase da transformação
O Pior: Banalidade das sequências de acção e da alma do filme
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| Jorge Pereira |

