«Insidious» (Insidioso) por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Estreou finalmente em Portugal «Insidious», filme sensação de terror paranormal com a assinatura do argumentista Leigh Whannell e a realização de James Wan, o duo por trás de “Saw”. Para apimentar este projecto, adiciona-se Oren Peli, responsável por “Paranormal Activity”, que tenta aqui na produção seguir o sucesso do seu filme.
 
E quaisquer que sejam as críticas a esta obra, ela já é um triunfo, nem que seja no box-office, pois  custou apenas 1.5 milhões de dólares, e já rendeu – pelo menos – 40 vezes isso.
 
Porém,  que não se pense que «Insidious» inventa o que quer que seja,  pois a sua grande destreza é ter um tom tão realista e pseudo-amador que cumpre os intentos mínimos, ou seja, assustar.
 
{xtypo_quote_left}Que não se pense que «Insidious» inventa o que quer que seja,  pois a sua grande destreza é ter um tom tão realista e pseudo-amador que cumpre os intentos mínimos, ou seja, assustar. {/xtypo_quote_left}No filme seguimos um casal que acaba de mudar de casa com os seus filhos. Já na nova habitação, as coisas começam a complicar-se quando uma das crianças entra numa espécie de estado de coma, ainda que em termos médicos nada se encontre de errado nele. Ora, quando a medicina não explica é natural haver tentativas de encontrar explicações noutro lado, sendo chamada uma psíquica que irá apresentar aos pais do jovem a razão porque ele se encontra assim.
 
E é aqui que o filme tropeça em larga escala. Se por um lado a fita  têm o dom de assustar o espectador com elementos já vistos em «Poltergeist» ou «Paranormal Activity», por outro entra demasiado no campo da explicação, tropeçando frequentemente em conceitos e abordando certos dados como se fossem profundamente científicos. Com tanta explicação e tentativa de dar uma abordagem quase em forma de ciência exacta, o filme cai de certa maneira no ridículo, perdendo força na hora de assustar o espectador entretanto já descrente com tanto «blá…blá…blá».
 
Uma nota especial para toda a conclusão da obra, que muitas vezes se auto-mutila  e contraria o que atrás era quase um dado cientifico. Já o final a puxar pela  sequela acaba por ser previsível, ainda que um pouco desapontante.
 
Como tal, «Insidious» insere-se naquele conjunto de obras que é muito difícil avaliar pois se por um lado assusta realmente, por outro sufoca-nos com tanta «ciência paranormal» que descredibiliza-se a si próprio.
O Melhor: Há bons sustos 
O Pior: Explicações atrás de explicações levam a que o argumento tropece por diversas vezes.
 
 
 Jorge Pereira
 

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