«Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2» (Harry Potter e os Talismãs da Morte – Parte 2) por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
Sete livros e oito filmes depois, a saga Harry Potter encontra finalmente o seu fim, naquela que foi uma verdadeira aposta da Warner e da escritora multimilionária J.K Rowling. Que não existam dúvidas. O franchise resultou bastante bem olhando agora para trás, mas podia certamente ter corrido muito mal, caso se tivesse ouvido as leis do mercado e se Rowling cedesse à tentação de americanizar a obra.
 
E ao contrário das duas últimas obras cinematográficas, das quais eu fui bastante crítico – pois a meu ver tudo já se estendia em demasia para fazer render a franquia – «Harry Potter e os Talismãs da Morte – Parte 2» vai directo ao assunto.
 
Assim, assistimos à busca de Harry pelas últimas Horcruxes, de maneira a destruí-las e enfraquecer assim o seu rival – Voldermort (sim, está na altura de tratar as coisas pelo seu nome). E é assim que assistimos a uma narrativa focada nesse conflito, muito menos orientada nas dúvidas e questões metafísicas do jovem Potter (que já cansavam ao 7º filme), e onde a acção e a tensão são uma constante sem as habituais paragens e quebras de ritmo. Por isso, este último capítulo é vibrante, fazendo lembrar mais os terceiro e quarto filmes, que a meu ver foram o auge do franchise.
 
Para além disso, somos confrontados com alguns twists e explicações rápidas, destinadas a tapar alguns buracos e a entender um pouco melhor a acção de diversas personagens em episódios anteriores. Nada de chocante e até muito bem colado, não se revelando porém uma grande surpresa.
 
Como tal, «Harry Potter e os Talismãs da Morte – Parte 2» acaba por ser um bom final, e nem a última sequência que certamente não agradará a todos, mancha aquele que é sem sombra de dúvida um dos objectos mais elaborados e curiosos do novo milénio.
Uma nota final para o 3D, praticamente irrelevante para a película, mas que certamente ajudará o filme a ultrapassar a barreira dos mil milhões de dólares.
O Melhor: É um final vibrante sem as quebras de ritmo constantes nas obras anteriores
O Pior: O 3D é completamente irrelevante para a força da obra…
 
 
 Jorge Pereira
 

Últimas