«Chalet Girl» (Uma Rapariga de Sonho) por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
Um dos factos mais interessantes deste «Chalet Girl» não é a sua história, mas sim os actores. Aqui estão dois dos nomes que me atrevo a dizer eu vão dar muito que falar. E se Ed Westwick terá alguma dificuldade em soltar-se do seu papel de «Gossip Girl», apesar de já estar a trabalhar em filmes como «J Edgar» de Clint Eastwood, o mesmo já não se pode dizer de Felicity Jones, uma jovem de 27 anos com um ar franzino e adolescente que parece estar destinada a ser a grande estrela das comédias românticas desta temporada. E não falo apenas desta espécie de Cinderela nos Alpes, mas especialmente por um filme que ainda vai estrear, e vai dar muito que falar: «Like Crazy».
 
Mas antes de falar em projectos que vamos ver no futuro, regressemos a este «Chalet Girl», vendido em termos de marketing em Portugal como se tivesse alguma coisa a ver com «Bridget Jones». Convém desde já dizer que uma história não tem nada a ver com a outra e como os Wombats dizem na música Kill The Director, «This is no Bridget Jones». 
 
Em «Chalet Girl» seguimos Kim, uma jovem campeã de skate cuja vida pregou algumas partidas e que a deixam desamparada com um pai que não sabe sequer fritar um ovo.  Por causa disso ela teve de trabalhar, já que o senhor está desempregado. Como tal, quando surge a hipótese de ganhar dinheiro extra a trabalhar num Chalet, ela não pensa muito e aceita.
 
Contrariando um pouco a sua personagem em «Cemetery Junction», Felicity Jones representa a rapariga da classe trabalhadora que vai invadir o mundo «Posh», tendo como potencial interesse amoroso um rapaz (Westwick) que é dono da casa onde trabalha.
 
A família deste jovem é claramente rica e portanto voltamos à típica história da rapariga pobre que se envolve com o rico e que acaba por abalar o mundo deste.
 
{xtypo_quote_left}Chalet Girl não é arrojado ou particularmente bem interpretado, mas tem suficiente charme para dar e vender {/xtypo_quote_left}Há bastante de «Pretty Woman» nesta obra (até no nome em português), não na história e personagens, mas no confronto de mundos. Como seria de esperar, e sendo uma comédia orientada para adolescentes e com perspectivas muito comerciais, esta obra segue uma fórmula. Como «template» que é, não há grandes surpresas. Mas o que torna o filme digno de ser visto é Felicity Jones. Ela e as personagens secundárias, que são suficientemente ricas para preencher o tom cómico da obra.
 
E sim, «Chalet Girl» não é arrojado ou particularmente bem interpretado, mas tem suficiente charme para dar e vender, e quando tem de fazer rir é bastante eficaz – e para isso muito contribui Tamsin Egerton e Bill Nighy.
O Melhor: Felicity Jones 
O Pior: Já sabemos como tudo vai acontecer. Não há surpresas. Até o trauma é previsível…
 
 
 Jorge Pereira
 

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