O misterioso desaparecimento da nona legião do Império Romano em terras britânicas é motivo de diversos trabalhos, quer na literatura, quer no cinema.
Ainda há um ano surgiu nos cinemas britânicos (cá só passou pelo MotelX) o filme «Centurion», de Neil Marshall. Já este «The Eagle» é baseado no romance homónimo de Rosemary Sutcliff, que acompanha particularmente os anseios de um filho, Marcus Aquila (Channing Tatum), em descobrir o que aconteceu ao pai (Flavius Aquila) e à legião romana que ele comandava. Pelo caminho, esta é também uma história de amizade, honra e de hierarquia, não fosse a grande jornada do filme protagonizada por um amo e o seu servo (Jamie Bell).
Na realidade, esta é uma obra que tenta de forma muito contida tocar nos pontos chave do dito cinema épico, mostrando gloriosas cenas de luta, mas ao mesmo tempo sendo mais introspectivo na relação entre duas personagens. Tudo isto é feito com o objectivo de que nunca se perca a noção de espectáculo, enquanto se tentar dar que pensar no relacionamento entre o servo e o mestre.
{xtypo_quote_left}«The Eagle» é um filme básico, muito pouco arrojado, apesar de bem fotografado e de possuir cenários lindíssimos {/xtypo_quote_left}Mas «The Eagle» é um filme básico, muito pouco arrojado, apesar de bem fotografado e de possuir cenários lindíssimos. E é pouco mais que isso. A química entre Tatum e Bell é limitada e os conceitos de honra são elevados a um nível épico, sem o serem o realmente – pelo menos no grande ecrã, pois se efectivamente a história tivesse sido assim, então havia muito que dizer sobre os verdadeiros centuriões.
Se são fãs incontornáveis de épicos deste período o filme vai saber a muito pouco, mas entretém e não aborrece de maneira nenhuma…
O Melhor: A Fotografia e as localizações
O Pior: É um filme muito pouco arrojado e limitado
| Jorge Pereira |

