«The Hangover 2» (A Ressaca 2) por Filipe Dias

(Fotos: Divulgação)
“What happens in Vegas, stays in Vegas”. Com tanto deboche disponível, esta é uma máxima que todos os visitantes de Las Vegas devem seguir à regra. Também deveria ser seguida por Hollywood, e neste caso, pelo realizador Todd Phillips. O tremendo sucesso de “Hangover” (A Ressaca) fez que uns milhares de homens por este mundo fora pensassem seriamente em pedir as namoradas em casamento só para terem uma despedida de solteiro, “Hangover” style.  No primeiro filme, seguimos as peripécias de Stuart, Phil, Alan e Doug durante uma noite passada em Las Vegas enquanto celebram o noivado de Doug. Entre drogas, álcool e um chinês nú, acontece um bocado de tudo. E esse exagero foi o que levou a que o filme rapidamente se tornasse um dos mais apreciados pelo grande público, numa mistura de “Jackass” com os clichés de filmes para homens, onde não faltaram prostitutas e um tigre.
 
Bem, este “Hangover II”  (A Ressaca 2)é uma cópia do primeiro. Uma cópia bem mais cara em termos de produção, diga-se. Tirando a localização, pouco mudou de um filme para o outro.  Desta vez a acção decorre em Banguecoque e desta vez somos convidados para o casamento de Stuart (Ed Helms), que vai para a Tailândia onde a noiva Lauren (Jamie Chung) o espera, bem como a sua família.
 
{xtypo_quote_left} Apesar de alguns momentos dignos de riso total, não existem assim tantas ocasiões para nos rirmos como no primeiro {/xtypo_quote_left}Como não poderia deixar de ser, o resto da «matilha» acompanha-o: Phil (Brandley Cooper), o eterno bad boy; Doug (Justin Bartha), o agora casado e Alan (Zach Galifinakis), o imprevisível e algo avariado do grupo. Onde é que já vi isto? Pois, os problemas começam assim que percebemos que não existe nenhuma novidade neste filme. Quatro tipos vão a um casamento, vão “só” beber um copo e acabam destruídos e ressacados num qualquer quarto de hotel sem se lembrarem de nada, com um dos membros do grupo perdido algures no mundo. O realizador Todd Philips usou exactamente a mesma fórmula o que retira expectativa e entusiasmo ao filme. É notório que ao longo da obra existem demasiadas repetições para que “Hangover II” seja um filme que fique na memória dos espectadores, como por exemplo, a substituição do bebé por um macaco viciado em cigarros. Apesar de alguns momentos dignos de riso total, não existem assim tantas ocasiões para nos rirmos como no primeiro. E se antes, Bradley Cooper tinha um papel mais cómico, neste filme é Ed Helms e Zach Galifinakis que carregam a película ao colo, com especial destaque para Helms que protagoniza um dos momentos mais cómicos dos dois filmes quando visitam um bar de strip com o objectivo de recordar os passos da noite perdida.
 
Apesar de ser um filme que irá de certeza render bastante nas bilheteiras, a verdade é que se esperava um pouco mais desta sequela. Não que tivesse de ter um história completamente nova, mas aproveitando as características únicas de Banguecoque, ficamos a pensar que Todd Phillips podia ter sido ainda mais exagerado não deixando nada para trás. Infelizmente, ficamos apenas com mais um filme.
 
Uma última nota para a graciosa presença de Ken Jeong, o hilariante Mr.Chow, que dá  outro ritmo ao filme sempre que aparece. Arrisco-me a dizer que é plausível que desta personagem saia um spin-off.
O Melhor: É um filme de homens. Envolve amigos, copos, mulheres e macacos.
O Pior: A repetição de uma ideia já vista sem trazer nada de novo para a mesa.
 
 
 Filipe Dias
 

Últimas