«Le Petit Nicolas» (O menino Nicolau) por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

Baseado nas personagens criadas por René Goscinny e ilustradas por Jean-Jacques Sempé, chegam ao cinema as aventuras do menino Nicolau e dos seus colegas. Confesso que sou leitora do menino Nicolau há pelo menos 20 anos, e ver agora as personagens daquele grupo de crianças em carne e osso me deixa com um sorriso nos lábios.
Datadas por volta da década de 50, as aventuras do Menino Nicolau ilustram a sociedade educativa francesa, e europeia, da altura, sobretudo no que às punições corporais diz respeito. Assim, vamos acompanhando alguns episódios marcantes do grupo de amigos, sempre pela perspectiva das crianças.
Aliás, os adultos são aqui, tal como nos livros, meros acessórios que facilitam a acção das crianças. O elenco destas é aliás a nota de destaque do filme, com realce para Maxime Godart no papel de Nicolas.
Com um humor encantador, “Le Petit Nicolas” é um filme tão doce que é capaz de nos provocar um ataque de hiperglicemia. Aliás, mais do que para um público infanto-juvenil, o filme destina-se sobretudo a um público nostálgico, não só de recordar as personagens que já conhece, como de reviver o cinema completamente inocente. 
Igualmente de salientar, e sendo Goscinny um dos criadores de “Asterix”, a deliciosa aventura que os nossos heróis vivem com a poção mágica. Certo é que “Le Petit Nicolas” nos deixa com um sorriso firme no rosto por quase hora e meia. A mim já me tinham conquistado nos créditos iniciais com desenhos a recordar as ilustrações de Sempé. O filme mais doce do ano.

O Melhor:
Ficam a doer os maxilares de sorrir.
O Pior: Não haver mais alguns filmes destes.

A base:
Um filme tão doce que é capaz de nos provocar um ataque de hiperglicémia..

 
 Carla Calheiros
 

Últimas