“My Sister’s Keeper” por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Do mesmo realizador de “The Notebook”, Nick Cassavetes, chega mais uma adaptação quase literal ao cinema, agora da obra de Jodi Picoult, e mais uma vez as “lágrimas” são um prato forte num drama que segue uma família que acompanha o desenvolver terminal da doença de uma adolescente que tem leucemia.
E se inicialmente poderiamos pensar que estavamos perante um potencial debate intelectual sobre a moralidade de determinados actos, a meio da obra somos “enganados” e levados para um campo onde, não haja dúvida, nos sentimos miseráveis com os eventos, mas ao mesmo tempo manipulados para um drama de lágrima muito fácil. Cassevetes nega assim que os eventos falem por si só e carrega tudo de tal maneira que não há uma única cena em que a musica não jogue na preparação da manipulação de sentimentos.

Como positivo temos as interpretações, em especial Cameron Diaz, que faz uma pausa na comédia e desenvolve uma personagem obcecada em lutar contra tudo e todos – levantando mesmo muitas questões morais – para curar, ou pelo menos estender ao máximo a vida da sua filha.

Uma nota final para as jovens actrizes/actores, que são suficientemente fortes e encantadoras para criarmos uma empatia com elas/eles. Mas a fuga ao dilema inicial através da opção pelo tom do costume nos filmes do género, acaba por tirar força a um filme, que quer se queira, quer não, a bem ou a mal, tem a mesma força de um telefilme chorão.

O Melhor: O dilema, enquanto existiu
O Pior- A queda no mais que visto, no que se esperava e na manipulação em determinados momentos da emoção fácil do espectador

A Base
Se inicialmente poderiamos pensar que estavamos perante um potencial debate intelectual sobre a moralidade de determinados actos, a meio da obra somos “enganados” e levados para um campo onde não haja dúvida que nos sentimos miseráveis com os eventos, mas ao mesmo tempo manipulados para um drama de lágrima muito fácil… 4/10

Jorge Pereira

 

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