“Charlie Bartlett” por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

 Charlie Bartlett (Antón Yelchin) é um jovem de classe alta que tem um grande problema. A sua maneira de ser “obriga-o” a dar-se bem com todos, o que até poderia ser bom caso ele não arranjasse problemas em sucessivos colégios que o levam constantemente a ser expulso.

Sem mais colégios que o aceitem, Charlie é então enviado para uma escola pública, obrigado a partilhar a sua vida com um psicólogo e com uma mãe disfuncional.

O resultado é hilariante, e este “Charlie Bartlet” é uma verdadeira comédia que nos cativa desde o início, nunca deixando porém de ter um conteúdo dramático que de forma não intrusiva nos obriga a pensar. No fundo, esta espécie de “Brat Pack” dos anos 80, muito bem actualizado para a vida contemporânea nas escolas, acaba por ser uma lufada de ar fresco no género, que sistematicamente apenas caracteriza os jovens como meros inconscientes, normalmente idiotas e orientados pelas hormonas.

Para além de Antón Yelchin no papel de Charlie, realce para o papel interpretado por Robert Downey Jr, um actor que se mostra absolutamente versátil em qualquer filme que apareça. O facto de interpretar o papel de um alcoólico reitor que dá sermões aos alunos devido ao uso de drogas é simplesmente algo impagável, e de uma ironia gigantesca dado o passado do actor.

Por tudo isto, e apesar de se manter distante de clássicos como “Ferris Bueller’s Day Off” e “Election” , “Charlie Bartlett” merece mesmo ser visto. E até revisto…

O Melhor: Charlie + Ritalin + Piano
O Pior: A vertente romântica tem pouco fulgor

A Base
Este “Charlie Bartlet” é uma verdadeira comédia que nos cativa desde o início, nunca deixando porém de ter um conteúdo dramático que de forma não intrusiva nos obriga a pensar. 7/10

 Jorge Pereira

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