Mas não é o curriculum que o torna diferente, mas sim a forma como ele filma e consegue criar ambientes bastante desconfortáveis e confusos (no bom sentido) para o espectador.
Em “Transsiberian” isso volta a ocorrer. Nesta obra seguimos um casal americano, Roy (Woody Harrelson) e Jessie (Emily Mortimer) que viajam na ferrovia transiberiana, uma rede ferroviária que conecta a Rússia Europeia com as províncias do Extremo-Oriente Russo, Mongólia, China e o Mar do Japão. Com 9 289 km, abrangendo oito fusos horários e levando vários dias a completar uma viagem completa, este é o terceiro mais longo serviço contínuo do mundo, o que inspira automaticamente uma série de eventos que podem ocorrer. Como é óbvio, esta linha é um alvo prioritário das autoridades, especialmente devido ao tráfico de droga que ocorre nesse percurso.
E é aqui que Jessie e Roy se vão ver em apuros, quando descobrem que o casal que viaja com eles, e que conheceram no comboio, pode não ser realmente o que aparenta ser. Aliás, o mais interessante de tudo é que nós próprios vamos também conhecendo melhor o duo principal e apercebemo-nos que, também eles, têm passados ocultos. É este jogo de quem esconde o quê, quem é o vilão e o que “raio” se está a passar que nos prende desde o primeiro instante e que transforma “Transsiberian” num thriller interessante ainda que não muito efusivo ou estonteante.
Para ajudar, neste ambiente de confusão da personalidade de cada personagem, há ainda a paisagem gélida da Rússia e os pequenos episódios no comboio que, conjuntamente com as tais personagens, dão um ambiente ainda mais tenebroso a um filme sem dúvida interessante de seguir.
O Pior: a falta de um verdadeiro clímax
| A Base |
| “É este jogo de quem esconde o quê, quem é o vilão e o que “raio” se está a passar que nos prende desde o primeiro instante e que transforma “Transsiberian” num thriller interessante ainda que não muito efusivo ou estonteante… 7/10 |

