«Ghosted» por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
Cada vez é mais raro o filme passado numa prisão que foge a fugas ou ao típico thriller criminal. Nesse aspecto, «Ghosted» (2011) de Craig Viveros foge à tendência e apresenta um drama puro que se foca numa personagem martirizada pela vida.

Jack é um prisioneiro exemplar, cumprindo a sua pena sem grandes laivos reaccionários à situação. Depois de a sua esposa confirmar que o vai abandonar, Jack entra numa profunda depressão, até porque faz agora um ano que o filho de ambos morreu num incêndio. Será em Paul (Martin Compston), um novo e jovem prisioneiro que Jack vai encontrar um novo alento, pois torna-se uma espécie de tutor do rapaz na prisão, protegendo-o do excessivo Clay, o líder de uma das facções. 

No fundo, «Ghosted» é o drama de um homem que perdeu tudo e que encontra noutro mais jovem uma forma de projectar a sua necessidade em ser pai, e proteger como não o fez com o próprio filho. E apesar de alguns bons diálogos e razoáveis prestações do elenco, «Ghosted» acaba por ser demasiado morno, até quando no final tenta ser provocador e revolucionar a sua história. Pena é ser tarde demais.

Uma nota final para alguns apontamentos de Viveros e para a interpretação de Martin Compston (The Disapearence of Alice Creed) que demonstram aqui potencial para – com um argumento mais incisivo – ter mais notoriedade do que este «Ghosted» lhes podia proporcionar.

O Melhor: Um drama prisional que foge aos clichés de acção 
O Pior: É muito morno e pouco incisivo
 
{xtypo_rounded2}Ghosted
Ano: 2011
Realizador: Craig Viveros
Festivais por onde Passou: Festival de Turim
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 Jorge Pereira
 

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