«Khodorkovsky» por João Miranda

(Fotos: Divulgação)

Mikhail Khodorkovsky é uma estranha personagem russa: participante do Komsomol (Juventude Comunista), usou os laços que estabeleceu aí para, com a queda do Comunismo, se tornar num dos oligarcas que controlavam a economia russa e na pessoa mais rica do mundo com menos de 40 anos, mas algo correu mal e acabou por ser preso, segundo alguns, incluindo a Amnistia Internacional, por razões políticas.

O realizador alemão Cyril Tuschi não sabia no que se iria meter quando resolveu filmar este filme: ameaçado pelo polícia secreta russa, os seus escritórios assaltados pelo menos duas vezes, as pessoas que entrevistou correm ainda o risco de represálias das quais espera estar livre por ser alemão, por pouco filme nem seria exibido em Berlin, tudo isto em medidas repressivas que se pensam vir de pessoas muito poderosas inimigas de Khodorkovsky que não estão interessadas que a sua história seja conhecida.

{xtypo_quote_left} Um filme moderno e preocupante, uma visão dos grandes líderes mundiais e das pressões económicas que os influenciam. {/xtypo_quote_left}O filme em si é um esforço de tentar representar não só a história de Khodorkovsy, mas a situação político-económica global em que aconteceu, bem como os intervenientes. Escusado será dizer que nem todas as entrevistas foram conseguidas, tendo em conta a problemática do tema. Ainda assim, Tuschi consegue mostrar que a prisão de Khodorkovsky teve implicações internacionais e quem poderão ter sido os seus cúmplices.

Um filme moderno e preocupante, uma visão dos grandes líderes mundiais e das pressões económicas que os influenciam.

 

O Melhor: O enquadramento internacional.

O Pior: Faltam algumas entrevistas de outros países envolvidos.

 
 João Miranda

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