Há filmes que não enganam e até podemos não gostar deles, mas respeitamos porque aquilo que dizem ser corresponde exactamente ao que apresentam. «O Regresso de Johnny English» é um exemplo, «Monte Carlo» é outro.
Na obra, lançada directamente para o mercado de Home Video em Portugal, seguimos três adolescentes que realizam a viagem dos sonhos a Paris. Lá as coisas não correm assim tão bem, e entre outros turistas, a cidade de Paris é apresentada em forma de postal. O filme adolescente, onde não faltam os dramas das suas relações e novas paixões, é então invadido pela troca de identidades, um sub-género quase tão velho como a própria comédia, onde não faltam inúmeras mentiras, esquemas e diversos mal entendidos.
Tudo isto é naturalmente apresentado de forma juvenil e simplista para a geração «Gossip Girl» achar muita piada, e nesse aspecto pode-se considerar que atinge o objectivo, embora custe ver uma fita que nunca sai dos lugares comuns e da sua zona de conforto. Há amores, desamores, reconciliações, mentiras e, claro, um culminar moralista que transporta a obra para uma espécie de fábula que diferencia o bem do mal e onde não faltam os modernos príncipes encantados.
Realce, claro está, para as três protagonistas, Selena Gomez, Katie Cassidy e Leighton Meester, que apesar de todas as suas limitações conseguem dar vida a um filme muito pouco ambicioso, mas que fascinará certamente @s suas fãs.
O Melhor: Para além de ter Catherine Tate no elenco, este é um filme que não engana e é exactamente o que diz ser…
O Pior: É muito limitado e com temáticas já vistas e revistas e não tenta em nenhum momento arriscar a ser algo mais.
| Jorge Pereira |

