«Killing Bono» por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Há muito tempo não tinha uma surpresa televisiva. Enquanto fazia um zapping, descobri (num dos canais do TVCine) «Killing Bono», filme que nem sequer fazia ideia que já estava no nosso mercado (ainda menos na TV). 
Baseado em eventos reais, mas tratado de forma bastante estilizada e caricatural, em «Killing Bono» acompanhamos os irmãos Neil e Ivan McCormick, criadores da segunda melhor banda de Dublin (Irlanda). A melhor banda? Os U2, colegas da escola destes. 
Reimaginado pelos criadores de “The Commitmens”, a obra centra a sua atenção no  duo que formava uma banda rival à de Bono, já consagrado e com uma legião de fãs em plenos anos 80. E tal como os U2, eles queriam ser estrelas do rock, mas nunca o conseguiram (Neil escreve agora criticas para um jornal britânico). Mas há muito tempo atrás, as coisas podiam ser diferentes. Originalmente, Bono convidou Ivan para ele fazer parte da banda, mas pediu-o através de Neil, que mentiu e nunca contou nada ao irmão. O filme acompanha assim os factos, sempre se baseando no livro de memórias escrito por Neil.
A este «Killing Bono» falta muita coisa para realmente ser um sucesso, e daí o seu lançamento directo para o Home Video. O filme usa e abusa de pequenas situações curiosas e muito enraizadas, mas conta tudo de uma maneira pouco polida, como se estivesse com pressa em chegar ao seu termo. Para além disso, o filme usa demasiadas vezes um humor menos refinado do que o que se exige. Porém, e com boas interpretações do elenco, «Killing Bono» acaba por ser um razoável entretenimento escapista, ainda que seja muito inferior ao seu conceito. 
O Melhor: Rever Pete Postlethwaite num dos seus derradeiros e fantásticos papéis
O Pior: O conceito é muito bom e por isso é pena o filme ficar pela mediania
 
 
 Jorge Pereira
 

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