Brilhantemente fotografado e emocionalmente sugestivo, esta pequena pérola mexicana, filmada de forma documental, acompanha o último Verão de um miúdo (Natan) com o pai (Jorge), um pescador com raízes Maias que se separou de Roberta, uma italiana com quem esteve junto e com a qual teve Natan.
E se o filme inicialmente parece ser mais um filme pós término de uma relação, a obra está longe de ir por esse caminho. O que acompanhamos sim é a interacção de um garoto com o pai numa paisagem paradisíaca (Na zona dos recifes de coral de Banco Chinchorro), naquelas que podem ser consideradas as férias de uma vida, e das quais ele sempre se lembrará.
Este vérité drama, em ritmo lento, é filmado assim de uma forma próxima, mas não intrusiva, dando ao espectador a sensação de estar presente, e não de apenas a ver a história de três gerações de homens da mesma família (o pai de Jorge, também pescador, também surge), numa viagem mágica onde a natureza é talvez a personagem mais marcante e simbólica de toda uma complexidade e ingenuidade que acompanham as personagens.
A ver…
O Melhor: É um filme tremendamente belo
O Pior: O seu ritmo e estilo vérité afastam o público mais comercial
| Jorge Pereira |

