
A moda não pára. A saga “Alien” será a próxima a ser alvo de um ‘reboot’, noticia o site Bloody Disgusting. Face à vaga de ‘reboot’ e ‘prequelas’, não podemos dizer que é uma surpresa: a saga “Alien” tem um potencial comercial enorme, e tem andado a ser subaproveitada nos últimos anos. Adicionalmente, temos de ter em conta que a Fox, detentora dos direitos, anunciou no mês passado que Robert Rodriguez (“Sin City”) estava a trabalhar no ‘reboot’ de “Predator”.
Mas se por um lado a ideia de ver Robert Rodriguez “vandalizar” o Predador até é muito interessante, “Alien” anuncia uns traços, à priori, menos estimulantes. O realizador para já apontado é Carl Erick Rinsch, sem currículo em cinema, mas um vasto leque de videoclips no cartório.
Para além disso, para fugir ao ‘estigma’ de ‘remake’ (os fãs detestam a ideia de serem feitos “remakes”), o novo “Alien” será, tudo indica, uma prequela. Sem Ripley (ou seja, Sigourney Weaver), o filme irá ter, no entando, o conceito da nave assombrada e de um monstro apenas como no original de 1978.
Para já, tudo aponta que Ridley Scott (“Alien”, “Gladiator”) e Tony Scott (“Man on Fire”) venham a ser produtores, e o próprio Ridley já assumiu ter andado a ‘brincar’ com a ideia de um novo Alien há alguns meses.
A saga “Alien” apareceu no fim dos anos 70 como um filme de terror fabuloso chamado em Portugal de “O Oitavo Passageiro”. Em 1986, a sequela “Aliens” tornava o conceito num filme de acção e lançava James Cameron para o topo da lista de realizadores de Hollywood. Em 1992, David Fincher (“Seven”, “Fight Club”) estreia-se na realização com “Alien 3”, um ‘flop’ na época, mas uma peça de culto nos dias de hoje. Jean Pierre Jeunet (“Amelie”) realizou, no final dos anos 90, “Alien Ressurection”, a sua estreia em Hollywood e o último filme da série. O fracasso foi total – o filme foi odiado na estreia, mas conseguiu ser ‘perdoado’ ao longo dos anos.
“Alien vs the Predator” surgiu nos anos 00, concretizando uma fantasia antiga de combinar os dois monstros. Infelizmente, Paul WS Anderson (“Event Horizon”) põe de lado os fantásticos comics que o deviam ter inspirado e faz um filme verdadeiramente… desinspirado. Os dois monstros juntos ganham menos dinheiro que alguma vez algum deles ganhou em separado. “Alien vs the Predator: Requiem” aparece uns anos mais tarde, numa produção mais modesta, mas não com mais imaginação.
Mesmo assim, o monstro “Alien” é considerado um dos monstros mais identificáveis do cinema. Em tempo de crise, Hollywood bem se tenta valer com eles. Daí termos dentro de dias o regresso de Terminator (em “Terminator: Salvation”) e para o ano o regresso de Freddy Krueger (em “A Nightmare on Elm Street 2010”).

