Não há volta a dar. O resultado de «A Hora Mais Negra 3D» em Portugal foi um descalabro e um verdadeiro «cartão vermelho» a filmes espampanantes com “invasões” extra-terrestres. Com 8.936 espectadores em 43 salas durante 7 dias, o filme conseguiu o primeiro péssimo resultado do ano e um dos piores no que toca ao seu género.
Reparem que no final de 2010, o (paupérrimo) «Skyline – O Alvo Somos Nós) conseguiu 23.794 espectadores na sua estreia, curiosamente com o mesmo número de ecrãs (43). «A Hora Mais Negra 3D» não é o pior resultado dos últimos tempos no que toca a filmes com temáticas extra-terrestres porque existiu «Monstros – Zona Interdita», um projeto de âmbito, orçamento e público muito diferente do alvo desta obra.
Comparando com os seus pares, para além do já citado «Skyline», o filme conseguiu na sua semana em estreia 1/3 dos espectadores de «Invasão Mundial : Batalha de Los Angeles», que já de si tinha ficado aquém das expectativas. Se compararmos a outras obras com extra-terrestres, então tudo piora ainda mais. O filme fez menos 63 mil espectadores que «Super 8» e menos 38 mil que «Cowboys e Aliens». Até «A Coisa», que conseguiu pouco mais de 12 mil espectadores na semana de estreia em 28 salas, conseguiu mais que «A Hora Mais Negra», o primeiro flop da Big Pictures , um distribuidor que surgiu no ano passado substituindo a Castello Lopes na distribuição dos filmes da Fox, e que tem conseguido bons resultados como os de «Alvin e os Esquilos 3» e «Sem tempo».
Encontrar razões para o fracasso talvez seja especular em demasia, mas é obvio que para o mercado português o filme estreou fora de época (o verão seria ideal) e sem nomes sonantes que puxassem pelo espectador comum. Para além disso, a temática de invasões de extra-terrestres já entrou na fase de saturação e «Battleship», projeto megalómano que a Zon Lusomundo irá estrear a 19 de abril, poderá também sofrer na pele, pois a sua audiência deverá ficar na linha destes e dos de «Invasão Mundial: Batalha de Los Angeles ». Ainda assim, «Battleship» terá um feriado (25 de abril) no final da sua primeira semana de exibição o que deverá ajudar o filme a ficar bem mais acima destes valores.
Jorge Pereira

