Charlize Theron: os seus momentos mais icónicos em 15 anos de carreira

(Fotos: Divulgação)

Vencedora de um Oscar, ativista, modelo, ex-bailarina… Eis Charlize Theron, a atriz multifacetada que admite não gostar de zonas de conforto. “Jovem Adulta”, o seu mais recente filme, é prova absoluta disso. É uma performance audaz, à beira da rotura, que, para além de nos mostrar os seus dotes mais escondidos para a comédia (Theron ficou desde cedo mais colada ao género dramático), fá-lo com uma entrega rara, na composição de uma escritora que atravessa uma grave depressão e vive na ilusão de reconquistar um namoro de liceu. 
 
Nascida a 7 de agosto de 1975, numa quinta da África do Sul, Charlize sempre usufruiu de uma educação artística, tendo começado como bailarina, a atuar em espetáculos tão icónicos como “O Lago dos Cisnes” e “O Quebra-Nozes”. Dada a escassez de oportunidades na terra natal, a atriz rumou a Nova Iorque, onde encontrou trabalho na escola Joffrey Ballet, ao mesmo tempo que iniciava uma carreira enquanto manequim. Infelizmente, um acidente no joelho pôs fim à sua carreira enquanto bailarina. Felizmente, a sua história artística não terminou aqui.  

O c7nema recorda agora os seus momentos mais icónicos em 15 anos de carreira.  


“O ADVOGADO DO DIABO”  – Mary Ann Lomax (Taylor Hackford, 1997)
 
 
 
Charlize terá feito audições para o papel principal em “Showgirls”, mas a sua estreia acabou por ser igual à de muitos atores: a presença numa sequela de uma saga de terror que devia ter acabado há muito tempo atrás – neste caso, “A Revolta dos Filhos da Terra”. 
 
Um ano mais tarde, foi chamada por Tom Hanks em “Tudo Por Um Sonho”, e John Herzfeld em “O Vale de Intriga”, onde interpretava o papel típico de uma “femme fatale”. 
 
Mas foi em “O Advogado do Diabo” em 1997, que Charlize espantou meio mundo com um retrato de uma mulher de um advogado (Keanu Reeves), que aos poucos vai enlouquecendo, dominada pelo arrepiante Diabo de Al Pacino. 




“CELEBRIDADES” – Supermodelo (Woody Allen, 1998)
 
 
 
Num papel secundário de uma supermodelo anónima, Charlize Theron volta a ser uma das estrelas mais marcantes, roubando cenas a Kenneth Branagh (aqui a assumir o alter-ego de Allen). 
 
O seu próprio passado de manequim terá ajudado a conseguir este papel. Mas Woody Allen ficou claramente fascinado com o pacote completo, assim como milhões de espectadores. Tão fascinado, que voltou a convidá-la três anos mais tarde para o desconcertar pessoalmente (à sua personagem, vá) em “A Maldição do Escorpião de Jade”.  
 
 
“MONSTRO” – Aileen Wuornos (Patty Jenkins, 2003)
 
Mesmo com um currículo impressionante a ser construído, que incluiu colaborações com nomes como os de Al Pacino, Woody Allen, Michael Caine, Robert Redford, Johnny Depp, Kevin Bacon, Robert De Niro e James Gray, havia quem ainda quem subestimava esta loira…  
 
… Até conquistar o papel de Aileen Wuornos. 
 
 
 
 
Foi preciso uma transformação física impressionante para o papel da prostituta virada “assassina em série” vítima de circunstâncias menos felizes, para Charlize finalmente conquistar o respeito de uma certa crítica e de muitos dos seus pares. Em 2004, a atriz recebeu os mais variadíssimos prémios, incluíndo o tão desejado Oscar da Academia de Hollywood. Claro que Theron ainda assim não se viu livre de certas más-línguas que lhe acusavam agora de ter conquistado o galardão mais pela transformação que pela performance em si.  

 
 
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André Gonçalves

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