
Morreu ontem, 27 de janeiro, a atriz francesa Emmanuelle Riva, protagonista de Hiroshima, Meu Amor (1959) e Amor (2012). A atriz tinha 89 anos e faleceu vítima de um cancro, em Paris.
Nascida a 24 de fevereiro de 1927, natural de Vosges e descendente de uma família italiana, cedo abandona a profissão de costureira para se juntar a um grupo de teatro amador. Em 1953 obtém uma bolsa de estudos e muda-se para Paris. Após alguns papéis na televisão, estreia no cinema em 1958, num (muito) pequeno papel em As Grandes Famílias, de Denys de La Patellière. Ganha fama mundial com Hiroshima, Meu Amor (1959), um dos filmes mais célebres da Nova Vaga Francesa, realizado por Alan Resnais e escrito por Marguerite Duras, onde interpreta uma atriz que tem um caso com um arquiteto japonês, à medida que recorda um namoro que teve com um soldado alemão.
Nos anos seguintes trabalha, entre outros cineastas, com Gillo Pontecorvo (Kapò (1960)), Jean-Pierre Melville (Amor Proibido (1961), onde contracenou com outro rosto da Nova Vaga, Jean-Paul Belmondo), Philippe Garrel (Liberté, la nuit (1983)) e, talvez o mais conhecido desta série, Krzysztof Kieślowski (Três Cores: Azul (1993)).
É, no entanto, em 2012 que volta a chamar a atenção do público cinéfilo como drama franco-austríaco Amor (2012) de Michael Haneke. Nesta obra interpreta uma professora octogenária de piano, vítima de dois AVC’s, focando-se na sua degradação física e psicológica. O filme acaba por ganhar a Palma d’Ouro daquele ano, bem como o Óscar de melhor filme em língua estrangeira. A atriz conquistou ainda o César e o BAFTA de melhor atriz, bem como uma nomeação ao Óscar.

