
Depois de “Dawson – Isla 10“, o veterano cineasta chileno Miguel Littín vai voltar a seguir o golpe de estado executado a 11 de Setembro de 1973 pelo general Pinochet, e que levou à morte do então presidente Salvador Allende.
No filme, intitulado “Tu nombre me sabe a hierba”, seguiremos as últimas sete horas da vida do antigo presidente e as acções de Pinochet para atingir o poder.
Com o financiamento de produtores da Argentina, Brasil, Equador e Venezuela, a fita começará as filmagens já em Abril, chegando aos cinemas ainda em 2011.
Segundo Littín, este projecto já estava na sua mente há mais de três décadas, avançando agora porque se sente capaz de relatar os eventos das 7 horas mais importantes da história recente do Chile.
Relembramos que em “Dawson Isla 10”, baseado num trabalho escrito de Sergio Bitar, seguíamos o encarceramento por parte dos partidários de Pinochet, dos ministros e amigos mais próximos do regime de Salvador Allende. O local escolhido para colocar esses presos foi uma ilha remota situada no estreito de Magalhães, denominada Dawson, e que já no século XIX tinha sido utilizada como campo de concentração dos Selknam, um povo nativo.
Também o ano passado, Pablo Larrain focou a autopsia a Salvador Allende, e a sua morte, em “Post Mortem”.
Quem também está a desenvolver uma obra sobre o tema é Miguel Martí, que com “Allende, 11 de septiembre” procurará dar mais respostas sobre as fatídicas 7 horas antes da morte do então presidente. Esta produção hispano-germânica deverá contar com Gael García Bernal, Benjamín Vicuña e Juan Diego nos principais papéis.
Em Setembro passado também se falou numa adaptação ao cinema do livro “The Dictator’s Shadow: Life Under Augusto Pinochet”, escrita pelo ex-ministro e diplomata chileno Heraldo Muñoz. Desde então não houve mais desenvolvimentos sobre o projecto.
Finalmente, o espanhol Miguel Herberg está a trabalhar num documentário, de nome “37 años después”, que contará as histórias dos sobreviventes dos centros de detenção criados nos primeiros anos do regime militar.
Jorge Pereira

