Apesar de nunca fazer por isso, é quase impossível ver “Pariah” e não nos vir à memória “Boys Don’t Cry” e “Precious”, obras que explodiram em Sundance em anos anteriores e que viriam a conquistar diversos prémios em outros tantos certames. E esse falso truque do nosso subconsciente não está directamente ligado à história desta fita, mas nas sensações que durante o visionamento da obra nos remetem a eles.
“Pariah” é centrado em Alike, uma rapariga de 17 anos em pleno auge de decisões sexuais, no que diz respeito à oficialização do seu lesbianismo. “Pariah” é uma obra semi-biográfica da sua realizadora, Dee Reese, que o Sundance Institute decidiu transformar em filme depois de visionar algum material que ela tinha filmado para a sua tese na Universidade de Nova Iorque (sob tutela de Spike Lee).
Já quanto às suas perspectivas no mercado, dificilmente o filme encontrará um espaço realmente comercial, sendo porém uma aposta forte que os festivais de todo o mundo (e não só os LGBT) deverão executar nas escolhas da sua programação para 2011.

