Quem o declarou foi Esfandiar Rahim Mashaie, chefe do gabinete presidencial, acrescentando que foi uma decisão dos tribunais e não do governo. O responsável foi ainda mais crítico na imposição ao cineasta de não poder filmar no Irão durante 20 anos.
Relembramos que Panahi sempre foi considerado um dos maiores opositores ao regime de Teerão, e já tinha sido detido, juntamente com outras pessoas ligadas ao mundo do cinema, em Agosto de 2009, no cemitério de Behesht-e Zahra, no sul de Teerão, por participar numa homenagem às vítimas das manifestações pós-eleitorais no Irão.
Posteriormente, em Março de 2010, ele foi novamente detido e levado para uma cadeia por estar a realizar um filme sobre o levantamento popular contra os resultados eleitorais que deram a vitória ao presidente Mahmoud Ahmadinejad – facto que foi negado pela sua esposa.
E apesar de Panahi ser o rosto mais visível dos presos políticos, há outros cineastas nas mesmas condições, como Mohammad Rasulov, outro cineasta da oposição, também condenado a seis anos de cadeia.. Mohammad Nourizad, também realizador, está actualmente a cumprir uma pena de três anos e meio por espalhar propaganda contra os líderes iranianos.
E estes são apenas 3 dos mais de 80 activistas políticos que foram detidos desde Agosto, tendo sido todos sentenciados a penas efectivas, que variam entre os seis meses e os quinze anos, quando não existe uma condenação à morte….

