
Há um ano atrás, militantes radicais islâmicos ameaçaram a localidade, queimando DVDs, cds e algumas lojas, assassinando e espancando dançarinos, por estes propagarem mensagens de entretenimento que iam contra as regras do Islão. Já antes disso, o proprietário do cinema Swat tinha sido ameaçado à bomba por talibãs, o que o levou a encerrar a sala.
Agora, com um maior controle do noroeste por parte das tropas governamentais e com o lider talibã local detido – e 18 meses depois da ameaça – o cinema volta a abrir, para júbilo da maioria da população moderada do local, que volta a ver um enorme cartaz na entrada da sala com um heroína a empunhar uma Kalashnikov, anunciando a obra “Gul Soori Soori Karam” (algo como “A Flor que me feriu”).
“A maldição (talibãs) está praticamente no fim”, afirmou um mecânico de 21 anos rejubilando pelo regresso do espectáculo que mais aprecia.

