
Foi apresentado na China, com toda a pompa e circunstância, o mais recente projecto de John Woo (“Face Of”), uma obra que vai ter um assombroso orçamento de 100 milhões de dólares numa das maiores colaborações de sempre entre os estúdios chineses e americanos.
Com o nome “The Flying Tigers Heroes” (Os Tigres Voadores), este filme seguirá o 1º grupo americano de voluntários – um grupo de pilotos da força aérea, da marinha e do corpo de fuzileiros navais (marines) dos Estados Unidos, recrutados através de uma sanção presidencial secreta do Presidente Franklin Roosevelt – que organizou missões contra os japoneses na 2ª Guerra Mundial, tendo supostamente destruído mais de 300 aviões e apenas sofrido 14 abates. Este grupo foi treinado na China e usado para proteger as linhas vitais de abastecimento chinesas pelas estradas da Birmânia, durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, nos anos anteriores e após a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial.
A criação deste “Batalhão” foi obra de Claire Chennault, que se tornou conselheiro militar do General Chiang Kai-shek, o primeiro presidente da República da China, na guerra travada desde os anos 30 entre chineses e japoneses em território chinês. A sua origem deve-se à fraqueza dos caças fornecidos à China pela União Soviética. Os resultados da aviação chinesa na luta aérea contra os japoneses ficava muito abaixo do esperado e quando os soviéticos retiraram o seu apoio aéreo em 1940, Chiang pediu ao seu conselheiro que conseguisse junto do governo norte-americano o fornecimento de esquadrões de combate para substituir os aviões soviéticos e a permissão para que pilotos americanos fossem recrutados para pilotá-los – devido à escassez de pilotos chineses treinados para este género de combate.
Como os Estados Unidos não estavam em guerra, essa operação teve de ser feita de forma clandestina para não comprometer os americanos com os aliados do Eixo. Mesmo assim, esta operação teve a aprovação do Presidente Roosevelt. Os pilotos recrutados abandonaram as forças armadas americanas para pilotar e lutar como mercenários contratados pela Força Aérea da República da China. Oficialmente, eram contratados de uma empresa privada americana, que os empregou como “instrutores de treinamento” com um salário de 600 dólares, quase três vezes mais que o soldo normal de um oficial americano da Força Aérea Americana na época, e um adicional, prometido pelos chineses, de 500 dólares por cada avião inimigo derrubado.
O projecto cinematográfico contará com um misto de actores americanos e asiáticos, e visa reforçar a amizade existente entre a China e os EUA, que formaram na Segunda Grande Guerra um grupo resistente aos avanços nipónicos.
Relembramos que o primeiro filme de guerra de John Wayne data de 1942 e seguia este “batalhão”, apresentando excepcionais imagens reais dos confrontos.
Esta nova versão dos eventos promete muita acção, factos históricos e espectaculares cenas de combate aéreo.
Fonte Histórica: Wikipédia

