
O maior acto terrorista ocorrido em Itália após a 2ª Guerra Mundial – o Massacre da Piazza Fontana – vai ter uma versão cinematográfica ao estilo “JFK”, anunciou hoje a Variety.
Este massacre ocorreu no Banca Nazionale dell’Agricoltura em Milão, em 1969, e foi apenas um dos actos terroristas ocorridos neste período, denominado como “Estratégia de Tensão”. Esta “estratégia” é um termo genérico aplicável a um complexo de acções engendradas por membros de uma elite nacional ou global, visando múltiplos alvos, com o objectivo de criar a insegurança e desestabilizar psicológica, social ou politicamente uma população, uma região ou um Estado e de modo a criar uma opinião pública favorável à instauração de um Estado policial.
Este atentado matou 17 pessoas, deixou feridas 88 e despoletou uma série de outros atentados noutras localidades ao longo de três décadas.
Muitos acusam as forças policiais secretas locais – com apoio da CIA – da autoria dos mesmos, de maneira a prevenir uma possível viragem à extrema-esquerda (comunismo) no país.
O filme está a ser desenvolvido pela Cattleya, uma produtora indie com ligações à Universal, que promete um elenco de luxo nesta adaptação.
De acordo com Riccardo Tozzi, “muita da verdade sobre os eventos só agora é conhecida. É tempo de ver o passado e de alguma forma encerrar este capítulo”. O produtor acrescentou também que a morte de Mario Calabresi, comissário da policia que estava de serviço no dia do atentado, e do anarquista Giuseppe Pinelli – suspeito que viria a ser assassinado quando caiu de um quarto andar da esquadra da policia, enquanto era interrogado – vão aparecer na obra.
Stefano Rulli e Sandro Petraglia (“La meglio gioventù”) serão os responsáveis pelo argumento.

