Adeus Donald Sutherland (1935-2024)

(Fotos: Divulgação)

Morreu, aos 88 anos, o ator Donald Sutherland. Famoso por filmes como “MAS*H“, “Ordinary People” e “The Hunger Games“, Sutherland nunca foi nomeado aos Oscars, acabando por conquistar a estatueta honorária em novembro de 2017.

Nascido em Saint John, no Canadá, filho de Dorothy Isobel (McNichol) e Frederick McLea Sutherland, Donald McNichol Sutherland teve vários empregos diferentes na sua juventude, incluindo o de DJ. Ele estava decidido a tornar-se engenheiro, depois de se ter licenciado na Universidade de Toronto, mas optou por abandonar a profissão e tornar-se ator.

Começou com pequenos papéis, como em “O Comboio Fantasma” (1965), ou séries de televisão como “The Saint” e “Court Martial“. Começou a ganhar destaque depois de participar em “The Dirty Dozen” (1967) e “MAS*H” (1970), seguindo-se obras como “Klute” (1971), de Alan J. Pakula, “Don’t Look Now” (1973), de Nicolas Roeg, “Casanova” (1976), de Federico Fellini, “1900” (1976), de Bernardo Bertolucci, além de “Animal House” e “Invasion of the Body Snatchers“, de 1978.

Don’t Look Now (1973)

Seguiram-se vários papéis que lhe trouxeram fama, como “Ordinary People” (1980), de Robert Redford; “JFK” (1991), de Oliver Stone; “Outbreak“, de Wolfgang Peterson; “A Time to Kill” (1996), de Joel Schumacher, e “Space Cowboys” (2000), de Clint Eastwood. Mais recentemente, ele foi o intrépido Presidente Snow na franquia “The Hunger Games” , além de atuar no remake de “The Mechanic” (2017) e na sequela de “Backdraft” (1991), onde voltou a repetir o inesquecível papel do pirómano Ronald Bartel.

Questionado por Anderson Cooper para o 60 Minutes sobre como encontrar inspiração para um papel, Sutherland respondeu: “Não encontro. Ele encontra-me a mim. Quero dizer, eu leio. E, de repente, começa a agitar-se dentro de mim. E, depois, torna-se violento. E, depois, torna-se amoroso. E é uma coisa extraordinária. Torna-se cada vez mais e mais excitante. É delicioso“.

Já sobre “Hunger Games”, numa conversa com o C7nema em 2014 o ator explicou que a saga era uma alegoria do que se passava nos EUA: “Hunger Games é uma outra expressão para recrutamento. É o que temos feito ao longo da nossa história mais recente“.

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