Internado e em coma há cinco meses, após uma paragem cardiorrespiratória a 20 de julho de 2021, no decorrer das gravações da novela “Amor Amor“, o ator Rogério Samora faleceu hoje, 15 de dezembro, aos 62 anos.
Nascido na Amadora a 28 de outubro de 1959, José Rogério dos Anjos Filipe da Conceição Samora frequentou o curso de Teatro (Formação de Atores) na Escola Superior de Teatro e Cinema, e teve a sua estreia profissional na Casa da Comédia, na peça “A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini“, de René Kalisky, dirigido por Filipe La Féria. Com um enorme percurso no teatro, onde se incluem ainda peças encenadas por Carlos Avilez, Fernanda Lapa, Luís Miguel Cintra e Solveig Nordlund, entre muitos outros, Samora teve igualmente uma longa carreira cinematográfica, participando em dezenas de longas-metragens.
José Álvaro Morais (O Bobo), Luís Filipe Rocha (Sinais de Fogo), Joaquim Leitão (Inferno; Os Imortais), João Mário Grilo (Longe da Vista; A Falha), João Botelho (Quem És Tu?), Manuel Mozos (Xavier), António-Pedro Vasconcelos (Jaime), Maria de Medeiros (Capitães de Abril), Bruno de Almeida (The Lovebirds), Werner Schroeter (Duas) José Fonseca e Costa (Viúva Rica Solteira Não Fica), Carlos Coelho da Silva (O Crime do Padre Amado), Miguel Gomes (As Mil e Uma Noites) e Sérgio Tréfaut (Raiva) foram alguns dos cineastas com quem colaborou, não esquecendo Fernando Lopes, com quem trabalhou em “98 Octanas” (2006) e “O Delfim“, e Manoel de Oliveira, onde conta com diversas colaborações ao longo de várias décadas (Canibais; Sapato de Cetim; A Caixa, etc).
No cinema, e ainda inéditos, encontramos Rogério Samora em “Amadeo” de Vicente Alves do Ó e “Sombras Brancas” de Fernando Vendrell.

