Vivemos tempos Lynchianos e numa entrevista à Vice, o cineasta explicou como tem vivido o isolamento, deixando ainda algumas dicas de como ultrapassar este momento

“A minha rotina é praticamente a mesma, como era antes. Primeiro, levanto-me e tomo um café. Gosto de começar com o café imediatamente. É assim que funciono“, disse o realizador, que nestes dias tem andado ocupado em trabalhos de carpintaria, construindo dois pequenos candeeiros de parede.
Explicando a importância da meditação transcendental nas suas rotinas diárias, o realizador diz que esta “permite ao ser humano mergulhar e experimentar uma forma eterna de pura consciência que está dentro de todos nós.” Lynch aconselha seriamente as pessoas a praticarem essa meditação, para “terem uma visão mais alargada” do mundo em que vivem, lembrando que o isolamento não é bom para a criatividade se estiverem recheados de pensamentos negativos: “Se é infeliz e sofre isoladamente, não é bom para criatividade. A negatividade é inimiga da criatividade. Se você está cheio de medo, raiva e todo o tipo de coisas negativas, esse fluxo de ideias fica restrito e o tubo de felicidade acaba sendo espremido por essa negatividade. Se você medita e transcende todos os dias, a negatividade desaparece. Entra o ouro e sai o lixo. Negatividade, stress, ansiedades, tensões, depressão, tristeza, ódio, necessidade de vingança, raiva egoísta amarga; tudo começa a retroceder“.
“Existem coisas que as pessoas podem fazer em casa. Eles podem desenhar, pintar, construir pequenas coisas, escrever letras, escrever poemas, escrever histórias que depois serão filmadas, jogar, inventar jogos. Muitas coisas podem acontecer num espaço pequeno, elas podem inventar novas receitas e cozinhar coisas. É uma oportunidade para várias experiências diferentes“, concluiu Lynch.

