Gigantes do streaming fazem contratos “ultrajantes” com atores emergentes

(Fotos: Divulgação)

As empresas que dominam atualmente o mercado do streaming estão a oferecer contratos “ultrajantes” a atores emergentes, impedindo-os de assumir outros trabalhos, através de acordos de exclusividade com as plataformas que podem ir até cinco anos.

Esta foi uma das afirmações dominantes numa discussão entre diretores de casting no Festival de Cinema de Sarajevo, relata o Screen Daily.

São escandalosas, as baixas remunerações“, disse a francesa Nathalie Cheron, habituada a trabalhar com Luc Besson e a EuropaCorp., sendo responsável pelo casting de filmes como Lucy e Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Cheron adiantou ainda que em França – que produz cerca de 300 filmes anualmente – os atores têm mais poder de escolha e uma maior proteção dos sindicatos, mas que noutros países isso não acontece. “[Os Atores] têm que assinar contratos por cinco anos e não podem trabalhar em mais nenhum programa. É um grande negócio. Há atores que passam fome e estão dispostos a aceitar qualquer coisa”.

Já a bósnia Timka Grin, também diretora de casting, acrescentou que os atores são convencidos pela plataforma pela exposição dos produtos globalmente, funcionando como uma montra para eventuais trabalhos no futuro no cinema.

 

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